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Obesidade aumenta risco de doenças congênitas nos bebês

12 fev 2009 - 11h45
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Estudo publicado por

Mulheres muito acima do peso podem ter bebês com problemas de má formação da medula espinhal
Mulheres muito acima do peso podem ter bebês com problemas de má formação da medula espinhal
Foto: Getty Images
The Journal of the American Medical Association

(Jama) indica que as chances de a criança nascer com mielomeningocele (ou espinha bífida, doença que afeta a formação da medula espinhal e pode causar, entre outros problemas, paralisia total nas pernas) mais do que dobra no caso de bebês com mães obesas.

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Outras doenças congênitas foram associadas à obesidade materna, como problemas de coração, fissura palatina e hidrocefalia (acúmulo de fluido cerebrospinal na cavidade craniana), embora em grau menor do que a espinha bífida.

De 1944 estudos já publicados sobre o assunto e levantados como fontes, os autores do artigo do Jama se basearam em 39 pesquisas para chegar a essas conclusões. Como "obesas", entendem-se mulheres com índica de massa corporal (IMC) acima de 30. Para calcular esse dado, basta dividir o peso em quilos pelo quadrado da altura em metros.

As mulheres com IMC entre 25 e 29,9, consideradas acima do peso, não foram alvo dessa pesquisa, porque "não necessariamente estão ligadas a risco de doenças congênitas", segundo Judith Rankin, uma das autoras do estudo, em entrevista ao jornal USA Today.

Ainda em matéria publicada no jornal, os autores têm três possíveis explicações para a ligação entre obesidade materna e doenças congênitas:

- a obesidade está ligada a diabetes tipo 2, que é comprovadamente um fator de risco para problemas do sistema nervoso central e para o coração do bebê;

- testes de ultrassonografia costumam ser menos precisos em mulheres obesas e podem não detectar doenças como em mulheres mais magras;

- a obesidade está ligada a deficiência nutricional, especialmente ao baixo nível de folato - mulheres em idade reprodutiva devem tomar suplementos de ácido fólico para prevenir a espinha bífida. No entanto, essa medida pode não ser suficiente para as mulheres obesas, de acordo com Judith.

Fonte: Redação Terra
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