Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Genética não é sentença em casos de câncer de mama, dizem especialistas

Médico explica como genética, histórico familiar e hábitos de vida influenciam o risco da doença e qual o papel da medicina de precisão

14 jul 2026 - 12h52
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
A genética não define sozinha o risco de câncer de mama, mesmo com histórico familiar. Especialistas destacam a importância da medicina de precisão, que analisa fatores genéticos, metabólicos e comportamentais para criar estratégias de prevenção. Hábitos saudáveis, como boa alimentação e atividade física, também ajudam na proteção e no gerenciamento do risco. 🩺💡

Ter casos de câncer de mama na família costuma despertar dúvidas e preocupações. Afinal, será que a genética determina quem terá a doença? Segundo especialistas, a resposta é não. Embora algumas alterações genéticas aumentem a predisposição ao câncer de mama, elas não representam uma sentença definitiva.

A genética pode aumentar o risco de câncer de mama, mas hábitos saudáveis continuam sendo fundamentais para a prevenção
A genética pode aumentar o risco de câncer de mama, mas hábitos saudáveis continuam sendo fundamentais para a prevenção
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Hoje, exames de medicina de precisão permitem identificar vulnerabilidades biológicas que podem ajudar médicos a traçar estratégias de prevenção personalizadas, antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas.

Ter histórico familiar aumenta o risco?

De acordo com o médico e pesquisador Dr. Pedro Andrade, fundador do Instituto Genoma, ter familiares com câncer de mama merece atenção, mas não significa que a doença irá necessariamente se desenvolver.

"O objetivo não é descobrir se uma pessoa terá ou não câncer de mama. A medicina não funciona dessa forma. O foco é identificar vulnerabilidades biológicas que possam aumentar riscos ao longo da vida e atuar precocemente", explica.

Por isso, além do histórico familiar, os especialistas avaliam fatores genéticos, metabólicos e o estilo de vida de cada paciente para compreender o risco individual.

O que os exames conseguem identificar?

A chamada medicina de precisão utiliza exames genéticos, biomarcadores e análises metabolômicas para investigar como o organismo funciona.

Segundo o Dr. Pedro Andrade, essas tecnologias podem identificar alterações relacionadas ao metabolismo hormonal, ao estresse oxidativo e à capacidade do organismo de reparar danos celulares.

Em um dos casos acompanhados pelo médico, exames apontaram alterações em marcadores ligados ao dano oxidativo no DNA e variantes genéticas que dificultavam a eliminação de metabólitos derivados do estrogênio.

Apesar dos resultados, o especialista reforça que isso não significa que a paciente desenvolveria câncer.

"Não existe um gene ou exame capaz de determinar sozinho o destino de uma pessoa. O que observamos foi um conjunto de fatores que apontava para uma vulnerabilidade biológica que merecia atenção", afirma.

Genes influenciam, mas não determinam

Embora a genética tenha um papel importante, ela atua em conjunto com fatores ambientais e comportamentais.

Hábitos como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso, qualidade do sono e redução do estresse podem influenciar diretamente a forma como esses genes se expressam.

"Costumo dizer que os genes podem carregar a arma, mas o ambiente frequentemente decide se o gatilho será ou não acionado", explica Dr. Pedro Andrade.

Segundo ele, cuidar da saúde vai muito além da herança genética e envolve escolhas feitas diariamente.

A medicina de precisão pode ajudar na prevenção

Diferentemente da medicina tradicional, que muitas vezes atua apenas após o surgimento da doença, a medicina de precisão busca identificar alterações antes que elas provoquem problemas clínicos.

Com base nos resultados dos exames, é possível elaborar estratégias individualizadas envolvendo alimentação, atividade física, sono, saúde intestinal e suplementação, quando indicada.

Essa abordagem tem como objetivo reduzir fatores de risco e promover um acompanhamento mais direcionado, especialmente para pessoas com histórico familiar ou outras condições que mereçam atenção.

Como reduzir o risco de câncer de mama?

Mesmo quando existe predisposição genética, algumas atitudes ajudam a proteger a saúde:

  • manter uma alimentação equilibrada;
  • praticar atividade física regularmente;
  • controlar o peso corporal;
  • evitar o tabagismo;
  • reduzir o consumo de álcool;
  • realizar os exames preventivos recomendados pelo médico;
  • procurar avaliação médica diante de histórico familiar importante.

Portanto, conhecer os próprios fatores de risco permite adotar medidas preventivas mais cedo e acompanhar a saúde de forma personalizada. Afinal, embora a genética faça parte da história, ela não escreve sozinha o futuro de ninguém.

Saúde em Dia
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra