Gêmea do nado sincronizado engravidou mesmo com DIU: como isso é possível?
Ginecologista explica ao Terra como Bia Feres pode ter engravidado mesmo usando DIU
Bia Feres, atleta olímpica, engravidou mesmo usando DIU, método contraceptivo com alta eficácia, mas sujeito a falhas; ginecologista explica possíveis causas como deslocamento ou expulsão do dispositivo.
A atleta olímpica Bia Feres, conhecida por sua carreira no nado sincronizado ao lado da irmã gêmea Branca, anunciou nesta quarta-feira, dia 25, que está esperando seu terceiro filho. A revelação surpreendeu os fãs e até mesmo a própria atleta. Isso porque Bia utilizava um DIU (dispositivo intrauterino) como método contraceptivo.
"Eu, que sempre falei que só teria dois filhos e coloquei o DIU... Agora que estou grávida, estou muito feliz", declarou. "Antes, não estava nos meus planos, eu realmente não queria de jeito nenhum, mas agora que veio, é um presente", disse em vídeo postado nas redes sociais.
Apesar de ser considerado um dos métodos contraceptivos mais seguros do mundo, o DIU não elimina completamente a possibilidade de gravidez. A ginecologista Gabriela Nobrega explica ao Terra que o dispositivo, inserido no útero, pode ter variações de eficácia dependendo do tipo utilizado.
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"O DIU é um método contraceptivo seguro, classificado como método reversível de longa duração. Existem, basicamente, dois tipos de DIU: o não hormonal e o hormonal, que tem a adição de uma progesterona. Ambos são seguros; porém, devido à adição do hormônio, o DIU hormonal apresenta uma eficácia levemente superior", esclarece a médica.
Segundo ela, o DIU hormonal tem eficácia de cerca de 99,8%, enquanto o DIU de cobre (não hormonal) chega a aproximadamente 99,4%. Ainda assim, existe uma pequena taxa de falha.
Além da falha estatística, outros fatores podem comprometer a eficácia do dispositivo. "O DIU pode se deslocar ou mesmo ser expulso, perdendo sua eficácia como método contraceptivo. Assim, apesar de ser um excelente método anticoncepcional, é possível, sim, engravidar com DIU", reforça Gabriela.
A ginecologista recomenda que, após a inserção, seja feita uma ultrassonografia transvaginal para verificar se o DIU está posicionado corretamente. "Também é importante realizar exame clínico e ultrassonografia de forma regular. A paciente pode fazer o autoexame e sentir o fio do DIU que fica para fora do colo uterino. Se ela não mais perceber esse fio, é importante realizar um exame de imagem."
"Outros sinais que podem indicar o deslocamento do DIU são cólicas importantes e sangramento vaginal aumentado, principalmente fora do período menstrual."
Embora o DIU seja um dos métodos mais seguros disponíveis atualmente, a médica lembra que existe uma opção com eficácia ainda maior. "O Implanon, um implante subcutâneo de progesterona, é atualmente o método contraceptivo mais eficaz, com uma taxa de falha de apenas 0,05 por 100 mulheres em um ano."
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