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Frio e preguiça de treinar: o que muda no corpo nas baixas temperaturas

Entenda as reações fisiológicas que causam o desânimo nos dias frios e saiba por que manter a rotina de atividades físicas é essencial para a saúde

1 jun 2026 - 14h00
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A chegada das massas de ar frio altera a rotina de milhares de praticantes de atividades físicas. O despertador toca cedo.

Entenda a relação do frio e treino
Entenda a relação do frio e treino
Foto: Shutterstock / Sport Life

A temperatura externa está baixa. Nesse momento, a vontade de continuar embaixo das cobertas costuma vencer o compromisso com a academia.

A famosa preguiça para treinar no frio não é apenas falta de força de vontade. Ela possui explicações científicas e fisiológicas claras.

As baixas temperaturas exigem mais esforço do corpo humano para manter os órgãos vitais funcionando perfeitamente.

Esse processo biológico consome muita energia.

Consequentemente, o cérebro envia sinais para que o indivíduo economize forças. Daí surge a sensação de desânimo profundo para se exercitar.

O mecanismo de defesa e o gasto calórico no frio

O corpo humano precisa manter a sua temperatura interna constante. Esse valor gira em torno de 36°C a 37°C.

Quando o ambiente externo esfria, o organismo ativa mecanismos de defesa térmicos. Ocorre a vasoconstrição periférica.

Os vasos sanguíneos se contraem para diminuir a perda de calor para o ar. Os músculos também realizam microcontrações involuntárias. É o famoso ato de tremer de frio.

Esse trabalho constante eleva a taxa metabólica basal. O corpo gasta mais calorias em repouso apenas para se manter aquecido.

Por essa razão, o inverno é considerado uma época excelente para quem busca o emagrecimento. O gasto energético do exercício se soma ao gasto natural do organismo.

No entanto, essa mesma demanda biológica aumenta o apetite por alimentos mais calóricos e pesados.

Os riscos da falta de aquecimento muscular

A prática de exercícios físicos no frio exige cuidados redobrados com o sistema locomotor. As baixas temperaturas deixam os músculos e os tendões mais rígidos.

As articulações perdem um pouco da lubrificação natural do líquido sinovial. Treinar sem o devido preparo nessa época eleva o risco de lesões graves.

Estiramentos musculares e contraturas são muito comuns nos dias de inverno.

O aquecimento se torna a etapa mais importante do treino nas baixas temperaturas. O atleta deve realizar movimentos leves e progressivos antes de pegar cargas pesadas ou correr.

O objetivo é aumentar o fluxo sanguíneo para as extremidades do corpo. O aquecimento eleva a temperatura muscular e prepara o coração para o esforço físico que virá a seguir.

Os benefícios de vencer a preguiça no inverno

Superar o desânimo inicial traz vantagens imensas para a saúde física e mental. A atividade física regular estimula a liberação de endorfina e serotonina.

Esses hormônios combatem a depressão sazonal, muito comum em meses frios e cinzentos.

Além disso, o exercício fortalece o sistema imunológico contra as gripes e os resfriados da estação.

Para vencer a preguiça, a organização é a palavra-chave. Deixe as roupas de treino separadas na noite anterior.

Opte por agasalhos tecnológicos que protegem do vento sem reter o suor.

Comece o movimento de forma lenta, mas mantenha a constância. O seu corpo agradecerá o esforço ao final de cada sessão de exercícios.

Sport Life
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