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Frankenstein: nova variante da Covid pode afetar o Brasil?

2 out 2025 - 04h59
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Conheça os sintomas e riscos da Frankenstein, nova variante da Covid
Conheça os sintomas e riscos da Frankenstein, nova variante da Covid
Foto: Freepik

A nova cepa do coronavírus, chamada XFG, e popularmente apelidada de "Frankenstein" está se espalhando pela França e preocupa autoridades de saúde. Os casos crescentes acendem um alerta pelo mundo, incluindo o Brasil. A nova variante da Covid pode afetar o país?

"A variante apelidada de “Frankenstein” — tecnicamente associada à linhagem XFG / Stratus — é uma forma recombinante de SARS-CoV-2 que se espalhou por vários países em 2025. Dados das agências de saúde indicam que ela cresce rapidamente em alguns lugares, mas até agora não há evidência de que cause doença mais grave do que as variantes anteriores", explica a Dra. Roberta Pilla, otorrinolaringologista, membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia (ABORL-CCF).

Segundo a médica, avaliar “chance” em números exatos é complexo,  mas a realidade prática é que o XFG/Stratus já foi detectado em múltiplos países (há registros de presença em vários continentes) e em algumas amostras no Brasil houve identificação de linhagens recombinantes — o que mostra capacidade de dispersão internacional.  

"Fatores que favorecem disseminação no Brasil: alta transmissibilidade relativa desta linhagem , fluxo internacional de pessoas, e a chegada da temporada de viroses respiratórias (outono/inverno). Portanto, a propagação no país é possível e plausível, mas seu impacto em hospitais dependerá do equilíbrio entre transmissibilidade e proteção da população.  E não há indicação atual de que será uma catástrofe maior do que ondas anteriores", diz.  

A nova variante “Frankenstein” é mais grave?

Até o momento, as avaliações — incluindo a Organização Mundial da Saúde — classificaram o XFG (Stratus) como “variant under monitoring” (variante sob monitoramento) e concluíram que o risco adicional global é baixo, sem sinais consistentes de aumento de severidade (internações ou mortes) comparado às variantes circulantes.

"Em outras palavras não há evidência robusta de que seja mais letal ou cause quadros clínicos mais graves do que as variantes Ômicron recentes", explica.  

Quais são os principais sintomas observados?

Sintomas semelhantes aos de outras subvariantes de Ômicron, com algumas características. "É mais frequente ter rouquidão e dor de garganta forte", diz a especialista.  Além disso, os sintomas observados incluem ainda:

  • Tosse
  • Coriza
  • Congestão nasal
  • Febre baixa ou moderada
  • Cansaço
  • Dores musculares
  • Perda de olfato/paladar - menos frequente do que nas primeiras ondas da pandemia. 

"A apresentação tende a ser de infecção das vias aéreas superiores, parecida com um resfriado forte, embora alguns casos evoluam para piora respiratória em pessoas de risco", complementa a médica.  

Grupos de risco

Os grupos que historicamente ficam mais vulneráveis à COVID-19 continuam os mesmos:

  • Idosos (especialmente >60–65 anos),
  • Pessoas com imunossupressão (transplante, terapia oncológica, imunodeficiências),
  • Portadores de doenças crônicas (cardíacas, respiratórias, diabetes, obesidade severa, renal crônico),
  • Gestantes e recém-nascidos em alguns cenários clínicos.

Recomendações práticas 

  • Vacinação / reforço com vacinas adaptadas disponíveis para 2025, seguindo calendários locais ( reduzem risco de doença grave).  
  • Uso de máscara em ambientes fechados e conglomerados.
  • Higiene de mãos. 
  • Evitar contato com pacientes de risco em qualquer sintoma de quadro respiratório. 
  • Testagem precoce na apresentação de sintomas sugestivos.
  • Estilo de vida saudável.
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