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Fertilidade: 5 sinais que indicam quando investigar o motivo da demora

Ciclo bagunçado, cólica forte e dor na relação podem ser pistas. Ginecologista explica os 5 sinais que pedem investigação e o tempo certo de tentativa por idade.

30 out 2026 - 12h11
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Resumo
A investigação da fertilidade é indicada após um ano de tentativas sem sucesso, prazo que cai para seis meses se a mulher tiver mais de 35 anos. Os principais sinais para buscar auxílio médico incluem ciclos menstruais muito irregulares ou ausentes, dores pélvicas intensas associadas à suspeita de endometriose, histórico prévio de infecções no trato reprodutivo ou cirurgias na região e alterações na saúde masculina, como histórico de varicocele ou problemas na ejaculação.

Nem sempre o teste dá positivo na velocidade que a gente imagina. Muitos casais engravidam nos primeiros meses, mas outros esbarram em alterações hormonais, problemas de ovulação ou condições que afetam o sistema reprodutivo. Por isso, saber quando investigar a fertilidade pode poupar tempo e ansiedade.

Foto: Diego Cervo
Foto: Diego Cervo
Foto: Saúde em Dia

Segundo a ginecologista Ana Paula Fonseca, alguns sinais do próprio corpo indicam que vale buscar avaliação antes mesmo de completar um ano de tentativas.

"A fertilidade feminina depende de diferentes fatores, como idade, ovulação, saúde das trompas e condições do útero. Por isso, observar o ciclo menstrual e reconhecer mudanças no organismo pode ajudar a identificar situações que precisam de acompanhamento", explica.

Fertilidade: 5 sinais que merecem atenção

1. Menstruação muito irregular

Ciclos com duração muito variável ou longos períodos sem menstruar podem indicar alterações na ovulação. Entre as causas possíveis estão a síndrome dos ovários policísticos (SOP), distúrbios da tireoide e outras condições hormonais.

"Quando a mulher não ovula regularmente, as oportunidades de engravidar podem diminuir. Isso não significa necessariamente infertilidade, mas é um sinal importante para investigar", afirma a ginecologista.

2. Cólicas menstruais muito intensas

Algum desconforto na menstruação é comum. Já dor forte, que atrapalha a rotina ou piora com o tempo, merece avaliação.

Uma das possíveis ligações é a endometriose, doença inflamatória que, em alguns casos, compromete a fertilidade. "A endometriose pode afetar a anatomia da pelve, as trompas e o funcionamento dos ovários. Nem toda mulher com a doença terá dificuldade para engravidar, mas identificar o problema precocemente permite um acompanhamento mais adequado", esclarece Ana Paula.

3. Dor durante as relações sexuais

Dor persistente ou profunda na relação não deve ser tratada como normal. Ela pode ter várias causas, inclusive endometriose e outras alterações ginecológicas.

"Quando a dor é frequente, principalmente se estiver acompanhada de cólicas intensas ou desconforto pélvico, é importante investigar. Algumas condições que provocam esses sintomas também podem interferir na fertilidade", orienta a especialista.

4. Tentativas sem sucesso por vários meses

O tempo de tentativa é um dos principais critérios para começar a investigação. A regra muda conforme a idade:

  • Menos de 35 anos: procurar avaliação após 12 meses de relações regulares, sem contraceptivos e sem gravidez.

  • A partir de 35 anos: buscar orientação após seis meses.

  • Acima de 40 anos: avaliação mais imediata.

"A idade é um fator importante porque a quantidade e a qualidade dos óvulos diminuem com o passar dos anos. Por isso, não é indicado esperar o mesmo período em todas as faixas etárias", explica Ana Paula Fonseca.

5. Histórico de infecções ou problemas ginecológicos

Quem já teve doença inflamatória pélvica, infecções sexualmente transmissíveis que atingiram as trompas, cirurgias pélvicas ou certos diagnósticos ginecológicos pode precisar de avaliação antecipada.

Isso porque essas situações podem alterar as trompas ou outras estruturas da reprodução, mesmo sem sintomas evidentes. "Conhecer o histórico de saúde da paciente é fundamental. Algumas alterações podem dificultar o encontro do óvulo com o espermatozoide ou comprometer outras etapas da reprodução, e nem sempre provocam sinais perceptíveis", destaca.

Investigar a fertilidade também inclui o parceiro

Embora muitas mulheres comecem pelo ginecologista, a dificuldade para engravidar não é só feminina. Fatores masculinos também contribuem e entram na conta desde o início.

A investigação pode envolver exames hormonais, ultrassonografia, avaliação das trompas e espermograma, conforme o histórico e a necessidade de cada casal.

Fertilidade: investigar não é sinônimo de problema

Buscar orientação não significa que há algo grave nem que será preciso recorrer à reprodução assistida. "Investigar a fertilidade não é sinônimo de receber um diagnóstico de infertilidade. Muitas vezes, conseguimos identificar alterações que podem ser acompanhadas ou tratadas. O mais importante é não ignorar os sinais do corpo e entender que cada mulher tem seu próprio contexto reprodutivo", conclui a ginecologista Ana Paula Fonseca.

Saúde em Dia
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