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Estrogênio em queda: sintomas e cuidados necessários

No organismo feminino, o estrogênio participa da manutenção dos ossos, contribui para a saúde cardiovascular, influencia o funcionamento do sistema nervoso e impacta até mesmo a elasticidade da pele. Veja os sintomas e cuidados necessários se ele estiver em queda.

23 nov 2025 - 15h03
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O papel do estrogênio na saúde feminina chama a atenção de especialistas por sua relação direta com o bem-estar físico e emocional das mulheres. Produzido principalmente nos ovários, este hormônio exerce uma função central em diversas etapas da vida, influenciando desde a puberdade até a fase pós-menopausa. Sua atuação vai muito além do controle do ciclo menstrual, abrangendo também fatores ligados à qualidade de vida.

No organismo feminino, o estrogênio participa da manutenção dos ossos, contribui para a saúde cardiovascular, influencia o funcionamento do sistema nervoso e impacta até mesmo a elasticidade da pele. Quando ocorre algum desequilíbrio nos níveis deste hormônio, o corpo pode apresentar uma série de alterações, o que pode afetar vários sistemas de forma simultânea e sutil.

Um dos aspectos mais estudados do estrogênio é a proteção óssea, já que o hormônio participa diretamente do metabolismo do cálcio, reduzindo o risco de osteoporose – depositphotos.com / IgorVetushko
Um dos aspectos mais estudados do estrogênio é a proteção óssea, já que o hormônio participa diretamente do metabolismo do cálcio, reduzindo o risco de osteoporose – depositphotos.com / IgorVetushko
Foto: Giro 10

Quais são as principais funções do estrogênio?

O estrogênio é fundamental para regular o ciclo menstrual, estimular o desenvolvimento das características sexuais secundárias e garantir o preparo do útero para uma possível gestação. No entanto, seus efeitos vão além da reprodução. Um dos aspectos mais estudados é a proteção óssea, já que o hormônio participa diretamente do metabolismo do cálcio, reduzindo o risco de osteoporose.

  • Regulação do humor: O estrogênio tem participação relevante na produção de neurotransmissores como serotonina e dopamina, que estão ligados ao bem-estar emocional.
  • Saúde do coração: Níveis adequados de estrogênio ajudam a manter os vasos sanguíneos flexíveis, favorecendo a circulação e prevenindo doenças cardiovasculares.
  • Pele e cabelos: A presença deste hormônio mantém a hidratação da pele e a força dos cabelos, aspectos muitas vezes percebidos quando há distúrbios hormonais.

O que acontece quando há queda do estrogênio?

A redução nos níveis de estrogênio pode ocorrer de forma gradual ou repentina, como acontece durante o climatério e a menopausa, mas também pode ser observada em situações de disfunção ovariana ou durante tratamentos específicos. Geralmente, a queda do estrogênio se manifesta por meio de sintomas que variam em intensidade conforme o organismo de cada mulher.

  1. Ondas de calor: Sensações súbitas de aumento de temperatura corporal são um indício clássico da queda do estrogênio.
  2. Alterações de humor: Irritabilidade, ansiedade e episódios de tristeza podem aparecer, devido à influência do hormônio no sistema nervoso.
  3. Secura vaginal: O ressecamento das mucosas tende a acontecer, trazendo desconforto e aumentando o risco de infecções.
  4. Alterações no sono: Dificuldade para dormir ou manter um sono reparador são ocorrências frequentes.

Além desses sintomas, a queda do estrogênio está ligada ao aumento da fragilidade óssea, diminuição da massa muscular e irregularidades menstruais. Tais manifestações podem impactar a autoestima e a qualidade de vida.

A redução nos níveis de estrogênio pode ocorrer de forma gradual ou repentina, como acontece durante o climatério e a menopausa – depositphotos.com / IgorVetushko
A redução nos níveis de estrogênio pode ocorrer de forma gradual ou repentina, como acontece durante o climatério e a menopausa – depositphotos.com / IgorVetushko
Foto: Giro 10

Quais procedimentos adotar diante da deficiência de estrogênio?

O tratamento para os baixos níveis de estrogênio deve ser avaliado por profissionais de saúde, considerando o histórico individual e possíveis contraindicações. O procedimento mais recomendado, especialmente em casos de menopausa, é a terapia de reposição hormonal, destinada a atenuar os sintomas e oferecer proteção a longo prazo para ossos e coração.

  • Terapia de reposição hormonal (TRH): Pode utilizar diferentes substâncias e formas de administração, como comprimidos, géis ou adesivos, sempre sob prescrição médica.
  • Ajustes no estilo de vida: Uma alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e controle do estresse ajudam na redução dos efeitos da deficiência hormonal.
  • Monitoramento médico: Consultas regulares são indispensáveis para ajustar a abordagem e prevenir possíveis efeitos adversos relacionados à reposição hormonal.

Vale ressaltar a importância do diagnóstico adequado e do acompanhamento profissional contínuo, pois cada corpo responde de maneira única à variação hormonal. O estrogênio, portanto, mantém-se como peça-chave no equilíbrio da saúde feminina, sendo fundamental que mulheres estejam atentas a sintomas e busquem orientação especializada sempre que necessário.

Giro 10
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