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Dormir rápido não é talento: neurologista explica os 3 pilares do sono reparador

Entenda por que a regularidade e a eficiência ao repousar reduzem riscos de doenças cardiovasculares e demência

14 out 2026 - 13h25
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Resumo
Adormecer em menos de cinco minutos indica privação crônica de descanso, e não um talento. Segundo o neurologista Conrado Estol, o sono reparador depende de três pilares: regularidade de horários, inclusive nos fins de semana; manutenção da rotina para prevenir inflamações e depressão; e eficiência de pelo menos 85% do tempo na cama dormindo. A carência de descanso adequado pode dobrar o risco de demência e elevar a mortalidade por complicações cardiovasculares e câncer.

Muito antes de se preocupar apenas com a quantidade de horas passadas na cama, é preciso compreender que alcançar um sono reparador exige consistência e disciplina. Ao jornal 'O Globo', o neurologista Conrado Estol informou que quase 40% da população mundial dorme menos do que o estritamente necessário. Junto a esse cenário, ele alertou que adormecer em menos de cinco minutos não representa um talento invejável, mas sim um forte indício de déficit crônico de descanso, uma vez que o organismo leva de dez a quinze minutos para repousar de forma saudável.

Entenda por que a regularidade e a eficiência ao dormir reduzem riscos de doenças cardiovasculares e demência
Entenda por que a regularidade e a eficiência ao dormir reduzem riscos de doenças cardiovasculares e demência
Foto: Africa images/Canva / Bons Fluidos

A importância do sono reparador

Nesse sentido, a constância nos horários surge como o primeiro pilar fundamental para conservar a saúde neurológica e cardiovascular em dia. Cultivar o hábito de ir para a cama e levantar nos mesmos momentos — inclusive durante os fins de semana — reduz significativamente o risco de mortalidade por diversas causas, incluindo câncer e complicações cardíacas. Em segundo lugar, desregular a rotina nos dias de folga provoca a famosa dificuldade para acordar na segunda-feira, alteração que aumenta a probabilidade de quadros depressivos e eleva os marcadores de inflamação e lesão celular no organismo.

Qualidade do descanso ajuda na prevenção da demência

Em contrapartida, a eficiência se consolida como o terceiro pilar essencial, sendo medida pela proporção de tempo em que a pessoa permanece efetivamente dormindo, enquanto está deitada. O valor ideal deve atingir 85% ou mais do período passado na cama. Por fim, o médico destacou que indivíduos que não atingem a quantidade e a qualidade adequadas de repouso podem dobrar os riscos de desenvolver demência ao longo da vida.

Por fim, cuidar da higiene do sono representa um investimento direto na longevidade e na clareza mental. Além disso, priorizar horários regulares e um ambiente propício à recuperação mental garante o funcionamento pleno do corpo e da mente diariamente.

Bons Fluidos
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