Dor de cabeça ou enxaqueca? Entenda as diferenças e quando buscar ajuda
Descubra a diferença entre os problemas e saiba identificar quando é hora de buscar ajuda médica
Muitas pessoas confundem sintomas no dia a dia, porém, dor de cabeça e enxaqueca não são a mesma coisa. Entender essa diferença ajuda a buscar o tratamento correto.
A dor comum é apenas um sinal de alerta do corpo. Já a enxaqueca afeta cerca de 30 milhões de brasileiros. Ela é uma doença neurológica crônica de causa hereditária.
Qual a diferença entre dor de cabeça e enxaqueca?
A dor de cabeça indica que algo está errado no organismo. Na enxaqueca, essa dor latejante é apenas um dos sintomas. A doença causa uma grande hiperexcitabilidade no cérebro do paciente.
A médica Thais Villa, neurologista especialista no diagnóstico e tratamento da enxaqueca, explica esse quadro. Segundo ela, "os sintomas associados à enxaqueca são inúmeros".
Isso acontece "porque o cérebro é a central de comando". Ou seja, o corpo todo reage "quando o cérebro está em desequilíbrio", afirma Dra Thais.
Outros sintomas muito comuns
A enxaqueca afeta o corpo de várias formas diferentes. O paciente pode sentir náuseas, vômitos e alterações intestinais. A sensibilidade extrema à luz e aos sons é constante.
Além disso, a doença causa fortes distúrbios de sono e ansiedade. Falhas na memória e na atenção também são muito comuns.
Os perigos de cronificar a doença
O uso excessivo de analgésicos parece uma solução rápida. No entanto, essa automedicação constante pode cronificar a sua enxaqueca. Com isso, as dores ficam mais intensas e frequentes.
Impacto da alimentação
A alimentação também pode piorar os quadros da doença. Alguns alimentos são muito estimulantes para o cérebro sensível. Eles podem ser gatilhos imediatos para crises intensas e dolorosas.
Dra. Thais alerta que alimentos estimulantes precisam ser evitados. Isso é essencial "para que o paciente possa ter um tratamento", afirma a médica.
Ela ressalta que alimentos com cafeína e termogênicos (como gengibre, cúrcuma e canela) exigem "cuidado redobrado".
Quando procurar ajuda médica?
Uma dor aguda e repentina exige muita atenção imediata. É preciso ir ao pronto-atendimento para afastar problemas graves. O médico vai descartar casos de aneurisma ou meningite.
Se você tem três crises mensais ou mais, busque um neurologista. A dor recorrente que atrapalha a rotina precisa ser investigada.
Tratamentos disponíveis hoje
O diagnóstico correto permite o uso de medicamentos específicos. Atualmente, a aplicação de toxina botulínica (o Botox) é muito eficiente. Ela bloqueia os sinais de dor enviados ao cérebro.
O tratamento integrado devolve a qualidade de vida ao paciente. Não se acostume com a dor e busque ajuda médica especializada.
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