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Doença arterial periférica: reconheça sintomas silenciosos

Saiba como identificar a Doença Arterial Periférica (DAP), suas causas, sintomas e como o diagnóstico precoce pode evitar complicações graves, como amputações.

15 jan 2026 - 18h37
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Doença arterial periférica (DAP) é uma condição em que o fluxo de sangue nos membros inferiores fica comprometido por causa de placas de gordura nas artérias. Essa obstrução pode reduzir o fornecimento de oxigênio e nutrientes aos tecidos.

Foto: Reprodução/Shutterstock
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Foto: Saúde em Dia

O cirurgião vascular Dr. Saymon Santana, diretor técnico da Clínica Vasculare, com atuação nos estados do Maranhão e Pará, alerta que a DAP é frequentemente subdiagnosticada no Brasil. Muitas pessoas só descobrem o problema quando já há complicações graves, como feridas que não cicatrizam ou mesmo necessidade de amputação.

Fortalecer a atenção primária à saúde é essencial para identificar os sinais iniciais dessa doença que pode evoluir silenciosamente. Aqui você vai entender o que observar, os fatores de risco e como agir.

O que é doença arterial periférica?

A Doença arterial periférica é uma forma de aterosclerose que afeta as artérias fora do coração e cérebro. Ela é mais comum nas pernas, podendo também atingir outras partes do corpo.

Com o estreitamento das artérias, o sangue tem dificuldade de chegar aos músculos e tecidos dos membros. Isso pode causar dor, fraqueza e alterações na pele.

Sinais e sintomas silenciosos

Em seus estágios iniciais, a DAP pode não apresentar sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce.

Os sinais que podem surgir com o tempo incluem:

  • Dor nas pernas ao caminhar que melhora com descanso, chamada claudicação intermitente. 

  • Sensação de cãibras ou peso nas pernas.

  • Pernas e pés frios ou pálidos devido à falta de circulação.

  • Feridas que demoram a cicatrizar ou não cicatrizam.

  • Perda de pelos nos membros e crescimento lento de unhas.

Em casos mais graves, pode surgir dor intensa mesmo em repouso, indicando que o fluxo de sangue está muito comprometido.

Fatores de risco que aumentam a chance da doença arterial periférica

A DAP compartilha fatores de risco com outras doenças cardiovasculares, como infarto e AVC.

Os principais fatores incluem:

  • Tabagismo: fumar danifica as artérias e potencia o risco de DAP. Fumantes podem ter até 10 vezes mais chance de desenvolver a doença.

  • Diabetes mellitus: diabetes mal controlado acelera a obstrução arterial e aumenta o risco de complicações, incluindo necessidade de amputação.

  • Hipertensão arterial: pressão alta danifica as paredes das artérias.

  • Colesterol alto e dislipidemia: excesso de gorduras no sangue favorece a formação de placas.

  • Idade avançada: a prevalência aumenta com o envelhecimento.

  • Sedentarismo e obesidade: contribuem para circulação deficiente e aterosclerose.

Doenças relacionadas e complicações

A DAP faz parte de um grupo de doenças ateroscleróticas. Ou seja, quem tem DAP tem mais risco de também ter doença arterial coronariana ou sofrer um acidente vascular cerebral (AVC).

Quando o fluxo sanguíneo é muito comprometido, podem surgir úlceras ou feridas isquêmicas, ou seja, aquelas que não cicatrizam por falta de irrigação.

Em situações graves e não tratadas, a amputação pode ser necessária, especialmente em pacientes com diabetes ou infecção persistente.

Dados ajudam a entender a importância

No Brasil, pesquisas mostram que aproximadamente 34% das pessoas com mais de 55 anos têm algum grau de comprometimento vascular. Porém, menos de 15% recebem diagnóstico ou tratamento adequados. "Isso reforça a necessidade de políticas públicas de rastreio, principalmente em unidades básicas de saúde", destaca Saymon.

Globalmente, a DAP afeta mais de 200 milhões de pessoas, sendo mais comum com idade avançada e em populações com fatores de risco como diabetes.

Diagnóstico: o que o médico faz?

O diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada e histórico de sintomas. O médico pode pedir exames como:

  • Índice tornozelo-braquial (ITB), que compara a pressão arterial no tornozelo e no braço.

  • Doppler vascular, que visualiza o fluxo sanguíneo nas artérias. Esses exames são simples, pouco invasivos e acessíveis em consultas de atenção primária ou especializadas.

Tratamento: do estilo de vida à cirurgia

O tratamento depende do estágio da doença arterial periférica.

Em casos leves, mudanças no estilo de vida podem ser eficazes. Isso inclui:

  • Parar de fumar.

  • Praticar exercícios, como caminhar regularmente.

  • Controlar diabetes, pressão arterial e colesterol.

  • Manter alimentação saudável e peso ideal.

Medicamentos também podem ser indicados para:

  • Melhorar o fluxo sanguíneo.

  • Reduzir a formação de coágulos.

    Em casos mais graves, procedimentos endovasculares ou cirurgias de revascularização podem ser recomendados para restaurar a circulação.

Prevenção e educação em saúde

Prevenir a Doença arterial periférica envolve reduzir fatores de risco. 

Ações de educação em saúde devem incluir:

  • Campanhas de rastreio para populações de risco, como idosos e diabéticos.

  • Treinamento de equipes de saúde para identificar sinais precoces.

  • Apoio à mudança de hábitos e abandono do tabagismo. 

Estudos reforçam que muitos pacientes não reconhecem seus sintomas como sinais de doença vascular, o que atrasa o diagnóstico.

 

Curiosidades sobre a doença arterial periférica

  • A DAP é frequentemente confundida com dores musculares ou sinais naturais do envelhecimento.

  • Cerca de 50% dos casos são assintomáticos no início. 

  • A DAP pode também afetar os braços, embora seja mais comum nas pernas.

Quando procurar um médico?

Procure um angiologista ou cirurgião vascular se você:

  • Sente dor nas pernas ao caminhar que não melhora com descanso.

  • Percebe feridas que não cicatrizam nos pés ou pernas.

  • Nota mudança de cor, palidez ou sensação de frio persistente nas extremidades.

Esses sinais podem indicar comprometimento vascular que merece avaliação imediata.

A Doença arterial periférica pode ser silenciosa, mas suas consequências não devem ser ignoradas. Com prevenção, diagnóstico precoce e mudanças no estilo de vida, é possível reduzir o risco de complicações graves.

Converse com seu médico sobre fatores de risco, faça exames de rotina e cuide da sua circulação. Detectar a doença cedo pode fazer toda diferença na sua qualidade de vida.

Saúde em Dia
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