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Dia Mundial do AVC: 7 cuidados importantes para a recuperação e independência do paciente

Alterações na fala, mobilidade, memória e equilíbrio podem exigir acompanhamento multidisciplinar e mudanças na rotina após o diagnóstico

28 out 2026 - 22h37
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Resumo
No Dia Mundial do AVC, especialistas destacam que a recuperação da autonomia exige reabilitação precoce e contínua. Para superar sequelas motoras, de fala e deglutição, é essencial manter os exercícios na rotina, adaptar a casa contra quedas e contar com uma equipe multidisciplinar. O processo de reabilitação demanda ainda atenção direta à saúde emocional do paciente e o suporte constante de familiares e cuidadores.

Um Acidente Vascular Cerebral (AVC) pode comprometer movimentos, fala, memória, equilíbrio e outras funções importantes para a vida cotidiana. Por isso, depois do atendimento emergencial, começa uma nova etapa: o cuidado voltado à recuperação das habilidades afetadas e à retomada gradual da autonomia.

Após um AVC, fisioterapia, adaptações em casa e apoio emocional podem ajudar o paciente a retomar atividades do dia a dia com mais segurança
Após um AVC, fisioterapia, adaptações em casa e apoio emocional podem ajudar o paciente a retomar atividades do dia a dia com mais segurança
Foto: stockdevil/Getty Images / Bons Fluidos

No Dia Mundial do AVC, celebrado em 29 de outubro, a data também chama atenção para esse período. As sequelas variam conforme a região do cérebro atingida, a extensão da lesão e o tipo de acidente vascular cerebral, o que faz com que cada paciente tenha necessidades diferentes.

AVC: 7 cuidados importantes durante a recuperação

1. Inicie a reabilitação assim que houver condições

Quando o quadro clínico permite, a reabilitação pode começar ainda nas primeiras 48 horas. Essa etapa ajuda a identificar quais funções foram comprometidas e quais estratégias serão necessárias para recuperar movimentos e habilidades. A evolução não acontece no mesmo ritmo para todos. Os primeiros meses podem concentrar avanços mais rápidos, mas melhorias também podem continuar acontecendo por meses ou anos.

2. Continue os exercícios fora das sessões

Fraqueza ou dificuldade para movimentar um lado do corpo pode fazer com que o paciente deixe de utilizá-lo. Contudo, estimular a região afetada é parte importante do reaprendizado. Por isso, os exercícios recomendados pela equipe também devem ser incorporados à rotina, sempre de acordo com as limitações e orientações profissionais.

3. Adapte a casa para aumentar a segurança

Problemas de equilíbrio, coordenação ou força podem aumentar o risco de quedas e acidentes. Retirar tapetes soltos, melhorar a iluminação e manter os caminhos livres são medidas simples. No banheiro, barras de apoio, cadeira de banho e superfícies antiderrapantes podem facilitar a rotina. Quarto e cozinha também podem precisar de mudanças para permitir acesso mais seguro a móveis, utensílios e objetos pessoais.

4. Conte com diferentes profissionais

A recuperação pode envolver várias áreas ao mesmo tempo. O fisioterapeuta atua em força, equilíbrio e mobilidade. O terapeuta ocupacional ajuda na retomada de tarefas como vestir-se, comer e tomar banho. Já o fonoaudiólogo pode auxiliar quando há dificuldades na fala, comunicação ou deglutição. Neurologistas, fisiatras, nutricionistas e neuropsicólogos também podem participar conforme as necessidades de cada pessoa.

5. Observe alterações na fala e na deglutição

O acidente vascular cerebral pode afetar a capacidade de articular palavras, compreender mensagens ou expressar ideias. Também pode surgir dificuldade para engolir, chamada disfagia. Nesses casos, o acompanhamento especializado é importante para adaptar a alimentação e encontrar formas seguras de comunicação.

6. Preste atenção às mudanças emocionais

Ansiedade, irritabilidade, tristeza e perda de interesse pelas atividades podem aparecer depois do episódio. Essas alterações não devem ser ignoradas. Mudanças no cérebro e as próprias limitações impostas pela recuperação podem afetar o comportamento e o estado emocional. Quando os sintomas persistem, o acompanhamento psicológico ou neuropsicológico pode fazer parte do cuidado.

7. Valorize o apoio da família e dos cuidadores

A recuperação pode exigir repetição, paciência e adaptações constantes. Familiares, amigos e cuidadores ajudam na continuidade dos exercícios, no acompanhamento das orientações profissionais e na retomada progressiva das atividades cotidianas.

Bons Fluidos
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