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Dente do siso: por que algumas pessoas não têm?

A falta do terceiro molar tem relação direta com a evolução dos hábitos humanos ao longo do tempo

24 mar 2026 - 12h00
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O dente do siso, também conhecido como terceiro molar, é o último conjunto de dentes a nascer na boca, geralmente entre o final da adolescência e o início da vida adulta, por volta dos 17 aos 25 anos. Ele se localiza no fundo das arcadas dentárias, sendo quatro ao todo — dois na parte superior e dois na inferior. No entanto, de acordo com estudos publicados na Revista de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP), cerca de 20% a 25% das pessoas não desenvolvem um ou mais sisos, reforçando que essa ausência é uma variação natural e relativamente frequente.

Nem sempre há espaço suficiente na boca para que os dentes do siso nasçam corretamente
Nem sempre há espaço suficiente na boca para que os dentes do siso nasçam corretamente
Foto: Orawan Pattarawimonchai | Shutterstock / Portal EdiCase

Falta de espaço para os dentes do siso

Esses dentes receberam esse nome porque costumam surgir em uma fase mais madura da vida, associada à ideia de "juízo" ou "siso". No entanto, nem sempre há espaço suficiente na boca para que eles nasçam corretamente.

"Os dentes do siso são os últimos a nascer, geralmente na fase adulta, e por isso dependem de espaço na arcada para aparecer. O problema é que, hoje, a maioria das pessoas simplesmente não tem mais esse espaço, o que faz com que eles não nasçam ou nem cheguem a se desenvolver", explica o Dr. Paulo Yanase, dentista da Oral Sin, rede de franquias de implantes dentários.

Em alguns casos, eles ainda podem crescer inclinados, parcialmente ou até ficar totalmente presos dentro do osso, o que aumenta o risco de dor, inflamação e infecções.

Nem todo dente do siso precisa ser removido, a não ser que esteja mal posicionado, ofereça dor ou cause risco a outros dentes
Nem todo dente do siso precisa ser removido, a não ser que esteja mal posicionado, ofereça dor ou cause risco a outros dentes
Foto: JN 999 | Shutterstock / Portal EdiCase

Evolução humana favorece complicações com os sisos

Com uma alimentação cada vez mais macia e menos exigente para a mastigação, a mandíbula foi diminuindo ao longo das gerações, mas o número de dentes nem sempre acompanhou essa mudança. Por isso, hoje é comum encontrar casos em que o siso até existe, mas não consegue romper a gengiva ou nasce em posições que dificultam a higiene, favorecendo o acúmulo de bactérias, cáries e até problemas nos dentes vizinhos.

"Nem todo siso precisa ser removido, mas quando ele está mal posicionado, causa dor ou oferece risco para os outros dentes, a extração passa a ser a melhor solução", destaca o Dr. Paulo Yanase, que finaliza afirmando: "Por outro lado, quem não tem esses dentes geralmente não sente falta e, na prática, acaba evitando uma série de complicações bastante comuns no consultório". 

Por Daniela Begas

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