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Tireoide: 4 nutrientes que ajudam a regular hormônios e metabolismo

Veja como a alimentação auxilia no bom funcionamento desta glândula

24 mar 2026 - 11h00
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Cansaço persistente, alterações no peso, queda de cabelo e mudanças de humor podem ser sinais de problemas na tireoide, uma glândula pequena, localizada na parte da frente do pescoço, mas responsável por regular o metabolismo e a produção de energia do organismo.

Manter uma alimentação equilibrada pode ajudar no bom funcionamento da tireoide
Manter uma alimentação equilibrada pode ajudar no bom funcionamento da tireoide
Foto: ratmaner | Shutterstock / Portal EdiCase

Estimativas da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) indicam que cerca de 15% da população brasileira acima dos 45 anos pode apresentar algum tipo de doença da tireoide. Segundo Ramon Marcelino, endocrinologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), manter uma alimentação equilibrada pode ajudar no bom funcionamento da glândula.

"Alguns micronutrientes são fundamentais para que a tireoide consiga produzir e utilizar corretamente seus hormônios. Na maioria das vezes, uma alimentação equilibrada já fornece esses nutrientes nas quantidades adequadas", explica.

A seguir, o médico destaca quatro nutrientes importantes para a saúde da tireoide. Confira!

1. Iodo

O iodo participa diretamente da produção dos hormônios tireoidianos T3 e T4. Sem quantidades adequadas desse nutriente, a glândula não consegue produzir os hormônios responsáveis por regular o metabolismo.

Principais fontes do iodo:

  • Sal iodado;
  • Peixes e frutos do mar;
  • Leite e derivados.

A recomendação média para adultos é de 150 microgramas por dia. "Uma pequena quantidade de sal iodado na alimentação diária costuma ser suficiente para fornecer o nutriente", orienta o endocrinologista.

2. Selênio

O selênio ajuda a ativar os hormônios da tireoide ao participar da conversão do T4 na forma ativa T3. O mineral também contribui para proteger a glândula contra danos oxidativos. A recomendação diária é de cerca de 55 microgramas. A principal fonte alimentar é a castanha-do-pará. Em muitos casos, uma ou duas unidades por dia já fornecem a quantidade necessária.

O ferro participa do funcionamento de uma enzima chamada tireoperoxidase, essencial para a produção dos hormônios tireoidianos
O ferro participa do funcionamento de uma enzima chamada tireoperoxidase, essencial para a produção dos hormônios tireoidianos
Foto: YARUNIV Studio | Shutterstock / Portal EdiCase

3. Ferro

O ferro participa do funcionamento de uma enzima chamada tireoperoxidase, essencial para a produção dos hormônios tireoidianos. A deficiência desse nutriente pode prejudicar esse processo.

As fontes alimentares de ferro incluem:

  • Carnes vermelhas;
  • Fígado;
  • Feijão e lentilha;
  • Vegetais verde-escuros.

A ingestão recomendada é de 8 mg por dia para homens adultos e 18 mg para mulheres em idade fértil.

4. Zinco

O zinco participa da regulação hormonal e do funcionamento dos receptores dos hormônios da tireoide, além de contribuir para o equilíbrio do sistema imunológico.

Boas fontes de zinco incluem:

  • Carnes;
  • Frutos do mar;
  • Castanhas e sementes;
  • Grãos integrais.

A ingestão recomendada é de 8 mg para mulheres e 11 mg para homens.

Alterações na tireoide e sinais de alerta

As alterações da tireoide podem ocorrer principalmente de duas formas: quando a glândula produz hormônios em quantidade insuficiente (hipotireoidismo) ou em excesso (hipertireoidismo).

"Também podem surgir nódulos na tireoide, que em alguns casos provocam aumento do volume do pescoço. No entanto, muitos deles não causam sintomas e acabam sendo descobertos apenas em exames de rotina", alerta Ramon Marcelino.

Alguns sinais podem indicar alterações no funcionamento da glândula:

  • Cansaço excessivo sem causa aparente;
  • Ganho ou perda de peso sem explicação;
  • Queda de cabelo ou pele muito seca;
  • Sensação frequente de frio ou calor excessivo;
  • Coração acelerado ou ansiedade persistente;
  • Dificuldade de concentração ou sonolência constante;
  • Aumento ou caroço na região do pescoço.

Se esses sintomas persistirem, é importante procurar avaliação médica. Exames de sangue simples, como TSH, T4 livre e T3, geralmente são suficientes para iniciar a investigação. "Quando identificadas precocemente, a grande maioria das alterações da tireoide tem tratamento eficaz e bom controle", destaca o especialista.

Por Samara Meni

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