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Pum ou alerta? Especialista explica quando a flatulência deixa de ser algo natural e vira assunto sério

Atitudes no BBB 26 reacenderam o tabu sobre gases nas redes sociais; embora o processo seja comum, é necessário atenção aos sinais do corpo

22 mar 2026 - 04h57
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Pum ou alerta? Especialista explica quando a flatulência deixa de ser algo natural e vira assunto sério
Pum ou alerta? Especialista explica quando a flatulência deixa de ser algo natural e vira assunto sério
Foto: Ipopba / Getty Images

Todo mundo já soltou um punzinho, não é mesmo? Ainda que seja no conforto do seu próprio banheiro. Soltar gases é um processo natural e, para muitas pessoas, até inconsciente. No entanto, justamente por ser algo comum, muitas vezes não percebemos quando a situação sai do esperado e passa a ser sintoma de alguma alteração na saúde.

O assunto reacendeu nas redes sociais após a participante do BBB 26, Milena, soltar gases no rosto de um colega de confinamento, o Jonas. A "brincadeira" surpreendeu internautas e levantou dúvidas: é normal soltar tantos gases? Por que alguns não apresentam odor?

Segundo especialistas ouvidos pelo Terra, os gases intestinais fazem parte da digestão humana, produzidos por trilhões de bactérias que habitam o trato digestivo.

“São misturas de ar e gases produzidos pelo trato digestivo, especialmente no intestino grosso, o cólon, resultando de dois processos, deglutição de ar e fermentação bacteriana. A maioria é nitrogênio e oxigênio e esses gases são produzidos pela própria fermentação e fazem parte de uma digestão normal no nosso organismo", explica o médico coloproctologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Henrique Perobelli Schleinstein. 

"Nós temos 33 trilhões de bactérias no nosso corpo e a maioria delas se encontram atapetando o intestino, conhecido como microbiota intestinal.”

É normal soltar pum todos os dias?

“Absolutamente normal”, afirma o médico. Segundo o especialista, o ser humano pode eliminar diariamente de 10 a 20 flatos diariamente, totalizando entre 500 ml e 1.500 ml de gases.

“Tem gente que evacua e, eventualmente, flatula mais. Isso tem relação direta com a nossa microbiota intestinal, com nossos hábitos intestinais e com a dieta que fazemos uso no dia a dia. Por exemplo, fibras, lactose, alimentos fermentáveis. No geral, eles formam mais gases. A velocidade da deglutição e com que você mastiga os alimentos também tem relação direta com a produção e a excreção de gases”, pontua Perobelli Schleinstein. 

O que causa a maior produção de gases?

Alguns alimentos predispõem o organismo a uma formação mais acentuada de gases durante a digestão:

  • Leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha);
  • Crucíferas (brócolis, couve-flor e repolho);
  • Leites e derivados;
  • Pães, massas e farinhas brancas;
  • Algumas frutas como maçã e pera.

Odor e sinais de alerta: quando procurar um médico?

O odor desagradável provém de apenas 1% da composição dos gases, formada por enxofre. Ao contrário do que se pensa, o cheiro forte nem sempre indica doenças, mas pode estar associado a quadros que merecem atenção. 

“O mau cheiro, na verdade, não tem relação direta com nenhuma doença. Mas constipação, diarreias e gases com [a presença de] um odor mais intenso e constante pode estar associado à distensão abdominal, é o que a gente chama de bloating, e isso aí, sim, merece uma investigação mais primorosa. Podemos estar diante de uma doença chamada Supercrescimento Bacteriano no Intestino Delgado, conhecido como SIBO”, explica o especialista. 

O profissional ressalta ainda que qualquer sinal de alarme, como dor associada a massas abdominais, alteração abrupta do ritmo intestinal, sangramento ou perda de peso súbita, merece ser prontamente avaliado.

Fonte: Portal Terra
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