Script = https://s1.trrsf.com/update-1785845726/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Declínio cognitivo está frequentemente associado à perda auditiva

10 ago 2026 - 17h57
(atualizado às 17h58)
Compartilhar
Exibir comentários

10 de agosto de 2026 (Bibliomed). Estudo realizado na Tiangong University, na China, encontrou uma associação entre perda auditiva e declínio cognitivo por meio de alterações compartilhadas no cérebro. Atrofia estrutural e declínio funcional, ocorrendo em conjunto em áreas específicas do cérebro, correlacionaram-se tanto com o agravamento dos limiares auditivos quanto com o comprometimento cognitivo.

Declínio cognitivo está frequentemente associado à perda auditiva
Declínio cognitivo está frequentemente associado à perda auditiva
Foto: seventyfourimages/Evanto / Boa Saúde

A presbiacusia é a causa mais comum de perda auditiva em todo o mundo e afeta cerca de dois terços dos americanos com 70 anos ou mais. A presbiacusia afeta ambos os ouvidos e é caracterizada por uma capacidade reduzida de compreender partes da fala que envolvem altas frequências: sons consonantais surdos que produzimos sem usar as cordas vocais, como "ch", "f" e "p".

O estudo comparou 55 participantes com presbiacusia a 55 participantes do grupo de controle, todos com idade entre 50 e 74 anos. Entre os participantes com presbiacusia, 35 apresentavam perda auditiva leve, 19 perda auditiva moderada e 1 perda auditiva severa.

Foi realizada a ressonância magnética (RM) para examinar o cérebro dos participantes. Eles também solicitaram que os participantes realizassem testes para avaliar sua audição e suas funções cognitivas.

Os autores desenvolveram uma medida chamada razão funcional-estrutural da seguinte forma: utilizaram uma medida da atividade cerebral chamada amplitude de flutuações de baixa frequência para avaliar o funcionamento cerebral em uma área específica; analisaram o volume de massa cinzenta para avaliar a estrutura cerebral em uma área específica; calcularam a razão funcional-estrutural dividindo o sinal médio de amplitude de flutuações de baixa frequência pelo volume médio de massa cinzenta.

Os resultados mostraram que entre as pessoas com presbiacusia, os pesquisadores descobriram que um pior desempenho nos testes de perda auditiva e reconhecimento de fala estava associado a pontuações mais baixas de taxa de resposta funcional em certas partes do cérebro.

A redução da taxa de resposta funcional nessas mesmas áreas cerebrais também foi associada a pontuações mais baixas em diversos testes cognitivos, incluindo aqueles que avaliam a aprendizagem audioverbal e a tomada de decisões. Essas partes do cérebro foram: o putâmen e o giro fusiforme, que desempenham um papel no processamento de sons; e o precuneus e o giro frontal superior medial, que desempenham um papel na tomada de decisões e na memória.

De acordo com os autores, esses resultados destacam que a taxa de resposta funcional se correlaciona tanto com a piora dos limiares auditivos quanto com o comprometimento cognitivo, sendo uma ligação neurobiológica fundamental entre a perda auditiva e o declínio cognitivo.

Fonte: eNeuro. DOI: 10.1523/ENEURO.0294-25.2026.

Boa Saúde
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra