Cronotipo e sonolência diurna em mulheres com tireoidite de Hashimoto
Estudo croata com 106 mulheres investigou a tireoidite de Hashimoto, o cronotipo e a sonolência diurna. A maioria apresentou perfil intermediário (61,3%) ou vespertino (~33%), enquanto um terço relatou sonolência diurna aumentada. Pesquisadores identificaram associação significativa entre anticorpos antitireoglobulina e o cronotipo. Além disso, mulheres vespertinas apresentaram níveis mais altos de T3 livre, sugerindo ligação entre a atividade autoimune tireoidiana e o ciclo biológico.
03 de novembro de 2026 (Bibliomed). A tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune com prevalência até sete vezes maior em mulheres do que em homens, está associada à sonolência diurna. Estudo realizado na Croácia teve como objetivo testar a hipótese de que a função tireoidiana está associada ao cronotipo e à sonolência diurna em mulheres com tireoidite de Hashimoto.
O estudo envolvei 106 mulheres, com idade média de 43 anos, e diagnóstico confirmado de tireoidite de Hashimoto. Foram coletados dados demográficos, clínicos e laboratoriais, incluindo hormônios tireoidianos e anticorpos relacionados à doença.
O cronotipo foi avaliado pelo Reduced Morningness-Eveningness Questionnaire (rMEQ), classificando as participantes em matutinas, intermediárias e vespertinas. A sonolência diurna foi avaliada pela Escala de Sonolência de Epworth (ESS), classificando as participantes em sonolência normal ou aumentada.
Os pesquisadores analisaram a relação dessas características com os hormônios relacionados à tireoide (TSH, T3 livre, T4 livre e anticorpos antitireoglobulina) e outros indicadores da função tireoidiana.
Os resultados mostraram que a maioria das mulheres (61,3%) tinham o cronotipo intermediário, enquanto aproximadamente um terço apresentou cronotipo vespertino. Apenas uma participante (0,9%) apresentou cronotipo claramente matutino. Mulheres mais jovens apresentaram maior tendência ao cronotipo vespertino. Cerca de um terço das participantes apresentou sonolência diurna aumentada.
Houve uma associação significativa entre os níveis de anticorpos antitireoglobulina (TgAb) e o cronotipo, o que sugere que a atividade autoimune relacionada à tireoidite de Hashimoto pode estar relacionada a alterações no padrão de sono-vigília, embora o estudo não consiga determinar se uma causa a outra. As mulheres com cronotipo vespertino apresentaram níveis mais elevados de T3 livre em comparação às mulheres com cronotipo intermediário, o que pode indicar uma possível relação entre o funcionamento da tireoide e o relógio biológico, mas precisa ser confirmado em estudos maiores.
Fonte: Exploratory Research and Hypothesis in Medicine. DOI: 10.14218/ERHM.2025.00071.
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