Como identificar couve falsa que pode levar à morte?
Um caso grave de intoxicação na zona rural de Patrocínio (Alto Paranaíba, MG) vem servindo de alerta para quem colhe ou consome plantas por conta própria. Quatro pessoas de uma mesma família foram internadas após confundir uma planta tóxica, a Nicotiana glauca com a couve.
Claviana Nunes da Silva, de 37 anos, morreu no dia 13 de outubro, após cinco dias internada. Ela sofreu uma parada cardiorrespiratória após ingerir a falsa couve.
A Nicotiana glauca pertence à família das Solanáceas — a mesma que inclui o tabaco. No Brasil, a planta é encontrada em quintais, beiras de estrada ou áreas rurais.
O perigo reside nos compostos tóxicos que ela contém — especialmente o alcaloide anabasina. Esse composto age sobre o sistema nervoso, podendo provocar fraqueza muscular, paralisia respiratória e até parada cardíaca, mesmo após o consumo em pequena quantidade.
Além disso, estudos apontam que o cozimento ou o refogado da planta NÃO elimina completamente os alcaloides — ou seja, o modo de preparo tradicional não garante segurança.
Como diferenciar a “couve-falsa” da couve comum
Embora a falsa couve seja confundida com a hortaliça consumida, há algumas dicas visuais de identificação que ajudam a evitar o erro:
A couve comum (espécie do gênero Brassica) tem folhas grossas, verde-vivo, com nervuras marcadas, caule relativamente curto e planta rasteira.
A Nicotiana glauca costuma se apresentar com folhas mais finas, de coloração verde-acinzentada, textura ligeiramente aveludada, caule que pode ser mais longo, e com flores amarelas.
Se a planta estiver próxima à beira de estrada, em ambiente não cultivado ou for “silvestre”, o cuidado deve ser redobrado. A família relatou que a planta estava junto à propriedade da chácara, e foi colhida por acreditar‐se tratar de couve.
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