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Casos de dengue crescem 264% causando 62 mortes; 50% em SP

Estados de Tocantins, Acre, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo e Distrito Federal despertam maior preocupação

25 mar 2019
11h11
atualizado às 18h22
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BRASÍLIA - A dengue avança no Brasil. O número de casos da doença entre janeiro e 16 de março já chega a 229.064, um aumento de 264% em relação ao mesmo período do ano passado. As mortes também tiveram um aumento importante. De acordo com o boletim lançado nesta segunda-feira, 25, são 62 registros, 67% a mais do que em 2017. Dos óbitos, 31 ocorreram no Estado de São Paulo, o equivalente a 50% do registro nacional.

Bandejas de água e lojas de estagnação solo fértil para o mosquito
Bandejas de água e lojas de estagnação solo fértil para o mosquito
Foto: iStock

A Secretaria de Vigilância em Saúde afirma que 7 Estados despertam maior preocupação, em virtude da proporção de casos. A mais elevada foi Tocantins (que registrou 602,9 casos por 100 mil habitantes.), seguida por Acre (com 422,8 casos por 100 mil habitantes.), Mato Grosso do Sul (368,1 casos por 100 mil habitantes), Goiás (355,4 casos por 100 mil hab.) e Minas Gerais (261,2 casos/100 mil habitantes). Também estão na lista Espírito Santo (222,5 casos por 100 mil habitantes) e Distrito Federal (116,5 casos por 100 mil habitantes).

O Sudeste apresentou 65,4% dos casos prováveis da doença no País: 149.804. O Centro-Oeste registrou 17,6% dos registros, seguido por Nordeste, com 7,5% e Norte, com 6,6%. A região Sul trouxe o menor porcentual de casos prováveis, equivalente a 2,9% dos números nacionais.

Os casos de zika também aumentaram, mas de forma mais discreta. Até 2 de março, foram 2.062 registros. No mesmo período, foram contabilizados 1.908 casos prováveis. A maior incidência foi em Tocantins — com 47 casos a cada 100 mil habitantes — e o Acre, com 9,5 casos a cada 100 mil.

A chikungunya, por sua vez, registrou uma redução de 44%. Até 16 de março, foram 12.942 casos. Em 2018, foram 23.484. As maiores incidências são no Rio de Janeiro (39,4 casos/100 mil habitantes.), Tocantins (22,5 casos/100 mil habitantes), Pará (18,9 casos/100 mil habitantes.) e Acre (8,6 casos/100 mil habitantes). Em 2019, não foram confirmados óbitos por chikungunya. No mesmo período de 2018, foram confirmadas nove mortes.

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Estadão

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