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Inglaterra vive surto de meningite; veja cuidados antes de viajar

Infectologista destaca a importância da vacinação e medidas de prevenção para quem viaja ao Reino Unido

19 mar 2026 - 09h31
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Seja por turismo, trabalho ou intercâmbio, o fluxo de pessoas entre o Brasil e a Inglaterra é frequente. Mas, agora, o trânsito demanda mais atenção. Pelo menos 20 casos de meningite meningocócica bacteriana foram registrados no sudoeste da Inglaterra até a última quarta-feira, 18, de acordo com informações da Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido (UKHSA), que define a situação como um surto "sem precedentes". Dois jovens morreram.

Diante disso, os viajantes devem tomar uma série de medidas antes e durante a viagem.

"O principal cuidado começa antes mesmo do embarque", destaca Jessica Ramos, infectologista do Hospital Sírio-Libanês. "É fundamental verificar se as vacinas contra meningite estão atualizadas. No Brasil, a vacina oferecida rotineiramente pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) é a meningocócica C, que não protege contra o sorotipo B, atualmente em circulação no Reino Unido", orienta.

A vacina contra o sorogrupo B — responsável pelo surto no Reino Unido — está disponível no Brasil apenas na rede privada e seu uso é recomendado.

"O ideal é que a vacina seja tomada pelo menos duas semanas antes da viagem. Esse prazo pode não ser suficiente para completar o esquema vacinal, que varia de duas a três doses, dependendo da faixa etária, mas já garante uma proteção parcial, o que é bastante relevante em um cenário de surto", pontua a infectologista. Em média, cada dose custa cerca de R$ 600.

Como a transmissão da meningite ocorre por via respiratória, Jessica recomenda que pessoas que já estão no Reino Unido evitem o compartilhamento de objetos pessoais, mantenham boa higiene das mãos e, sempre que possível, evitem locais fechados e com grande aglomeração de pessoas, como pubs, restaurantes e atrações turísticas muito cheias.

"Além disso, é essencial ficar atento aos sintomas. Os principais incluem febre alta de início súbito, dor de cabeça intensa e rigidez no pescoço. A meningite pode evoluir rapidamente, por isso, diante de qualquer suspeita, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente", ressalta Jessica.

O que é a meningite

De acordo com Klinger Soares Faíco Filho, médico infectologista e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a meningite é uma inflamação que atinge as meninges, que são membranas que servem como proteção para todo o nosso sistema nervoso.

Ela pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas, sendo as duas primeiras situações as mais comuns no Brasil. "No caso do surto (na Inglaterra), é uma meningite meningocócica causada pela bactéria Neisseria meningitidis", detalha.

O médico explica que, embora a meningite possa ser causada por diferentes agentes, os sintomas são semelhantes em todos os casos. A forma bacteriana, porém, tende a ser mais grave.

Estadão
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