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Ato de 'copiar' bocejo pode estar ligado à idade, diz estudo

15 mar 2014 - 17h49
(atualizado às 17h52)
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<p>Os pesquisadores afirmam que o ato de bocejar está mais relacionado com a idade do que o próprio cansaço ou com os níveis de energia</p>
Os pesquisadores afirmam que o ato de bocejar está mais relacionado com a idade do que o próprio cansaço ou com os níveis de energia
Foto: Getty Images

Sabe aquela vontade enorme de bocejar ao ver qualquer pessoa, mesmo desconhecida, fazendo o mesmo? Um novo estudo relacionou o hábito à idade, contrariando a crença de que isso acontece devido a nossa habilidade de empatia. O estudo americano foi divulgado pelo site da BBC.

Os pesquisadores afirmam, ainda, que o ato de bocejar está mais relacionado com a idade do que o próprio cansaço ou com os níveis de energia.

Eles agora estão investigando se a habilidade de ‘copiar’ o bocejo de outras pessoas é hereditária, o que traria esperança para o tratamento de desordens mentais.

Pessoas que sofrem de autismo e esquizofrenia estão menos aptas a bocejar por ver outra pessoa bocejando, dizem os especialistas, logo, entender os genes que codificam o bocejo contagioso podem trazer novos caminhos de tratamento.  

No estudo, publicado no jornal Plos Pne, 328 participantes foram expostos a um vídeo de 3 minutos, que mostrava pessoas bocejando. Cada indivíduo tinha que apertar um botão toda vez que bocejasse.

De um modo geral, 68% dos participantes bocejaram. Destes, 82% tinham menos de 25 anos, comparados com 60% de pessoas entre 25 re 49 anos, e 41% mais do que 50.

Elizabeth Cirulli, professora assistente na Duke University na Carolina do Norte, foi quem conduziu o experimento. Ela afirma que esta é a primeira pesquisa a compreender uma série de fatores. “Este é o maior estudo em termos de número de pessoas envolvidas”, ressaltou.

Ela acrescenta que embora a idade tenha se apresentado como o indicador mais imporntate do bocejo contagioso, apenas 8% da variação de que se a pessoa bocejou ou nao foi explicada pela idade, e ressaltou que a maior parte das variações ainda nao foi explicada.

O estudo usou questionários para testar a empatia dos participantes, níveis de cansaço e padrões de sono. Além disso, a inteligência foi testada a partir de testes cognitivos.

Robert R. Provine, professor de psicologia na University of Maryland, disse que o estudo é “único” e marca pela primeira vez a relação entre idade e o bocejo contagioso.

Ele afirma ainda que o estudo pode ajudar a entrar no “âmago” da questão dos comportamentos contagiosos, e inclusive levar ao entendimento sobre o por que a gargalhada contagia. “Ações contagiosas como o bocejo e a gargalhada nos lembra que somos animais no rebanho e não seres racionais com o controle consciente completo de nosso comportamento”, finalizou.

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Fonte: Terra
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