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Anvisa apreende lote falsificado de Mounjaro e recolhe remédios por embalagens trocadas; veja quais

Agência determinou apreensão de outros medicamentos falsificados

8 jan 2026 - 16h42
(atualizado às 19h20)
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Em ação fiscal, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na última quarta-feira, 7, a apreensão de um lote falsificado do medicamento Mounjaro (cujo princípio ativo é a tirzepatida), utilizado no tratamento da obesidade e do diabetes.

Além desse produto, a agência também suspendeu a comercialização de outros quatro medicamentos por irregularidades semelhantes e venda em embalagens trocadas.

Anvisa determinou apreensão de lotes falsificados de Mounjaro e também o recolhimento de remédios com embalagens trocadas
Anvisa determinou apreensão de lotes falsificados de Mounjaro e também o recolhimento de remédios com embalagens trocadas
Foto: Rafa Neddermeyer/Agencia Brasil / Estadão

O lote D838878 do Mounjaro não foi reconhecido pela fabricante Eli Lilly em comunicado à Anvisa. Segundo a agência, o lote está proibido de ser comercializado, distribuído e utilizado. O remédio frequentemente é alvo de falsificações e, para ajudar a identificá-las, a farmacêutica até lançou uma ferramente virtual.

Outro medicamento falsificado suspenso pela agência é o Imbruvica, utilizado no tratamento de cânceres do sangue, como leucemia, linfoma e mieloma. Os lotes NIS7G01, NJS7J00 e PJS0B00 do produto devem ser apreendidos e estão proibidos de ser comercializados, distribuídos e utilizados. A fabricante Janssen-Cilag informou à Anvisa que não produziu esses lotes e que o registro do fármaco em cápsulas foi cancelado.

Em nota, a Johnson & Johnson, responsável pela Janssen-Cilag, afirma que os lotes citados não foram fabricados nem comercializados no mercado brasileiro pela companhia.

A empresa diz estar disponível para esclarecer quaisquer dúvidas dos usuários de seus produtos pelo telefone 0800 701 1851 e indica a cartilha de conscientização da Interfarma sobre falsificação de medicamentos para mais informações.

Também foi alvo da ação fiscal o Voranigo de 40 mg, indicado para o tratamento de tumores cerebrais. O lote FM13L62 teve apreensão e proibição determinadas, ficando impedido de ser armazenado, comercializado, distribuído, fabricado, importado, divulgado e utilizado, uma vez que a empresa Laboratórios Servier do Brasil declarou desconhecer a origem do produto.

Em nota, a Servier informa que investigações realizadas na sede da empresa, na França, confirmaram a falsificação do lote do Voranigo proveniente da Turquia (com rotulagem em inglês). A empresa afirma não ter identificado circulação do produto no Brasil e diz que notificou a Anvisa em novembro do ano passado.

O laboratório diz ainda que permanece à disposição de pacientes e profissionais de saúde para esclarecimentos, por meio do telefone 0800 703 3431 e do e-mail sacservierdobrasil@servier.com.

Medicamentos com embalagens trocadas

A Anvisa também determinou o recolhimento e a suspensão da comercialização, distribuição e uso de dois medicamentos em razão de troca de embalagens.

O primeiro é o Pantoprazol Sódico Sesqui-Hidratado 40 mg, indicado para o tratamento de problemas gastrointestinais. O lote OA3169 foi identificado com conteúdo trocado por hidroclorotiazida 25 mg, medicamento utilizado contra a hipertensão. A irregularidade foi comunicada à Anvisa pela MedQuímica, fabricante de ambos os fármacos, que iniciou o recolhimento voluntário.

Outro produto recolhido é o antialérgico Alektos 20 mg, da Cosmed. O lote 569889 teve a embalagem trocada pela do medicamento Nesina, um antidiabético. A própria empresa comunicou à Anvisa o recolhimento voluntário do lote.

Estadão
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