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Além do jogo: mulheres enfrentam preconceito e assédio no esporte

Atletas com e sem deficiência intelectual relatam desafios e mostram como o movimento das Olimpíadas Especiais Brasil fortalece inclusão

3 mar 2026 - 15h42
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O acesso de mulheres ao esporte ainda é marcado por desafios. Para mulheres com deficiência intelectual, essas barreiras podem ser ainda maiores.

Olimpíadas Especiais Brasil fortalece inclusão e segurança no esporte
Olimpíadas Especiais Brasil fortalece inclusão e segurança no esporte
Foto: Divulgação/OEB / Sport Life

Além da dificuldade de inclusão, muitas relatam situações de preconceito e assédio no esporte.

É nesse cenário que as ações das Olimpíadas Especiais Brasil (OEB) ganham relevância.

Em 2025, mais de 2 mil atletas participaram das atividades promovidas pela instituição.

O esporte como ferramenta de transformação

Para muitas atletas, o esporte representa autonomia e mudança de vida.

"Eu pratico esporte para mostrar que somos capazes", afirma Denise Oliveira, presidente do Conselho de Atletas Líderes da OEB.

Segundo ela, a prática esportiva foi fundamental para sua saúde física e mental.

O programa Atletas Líderes incentiva protagonismo e liderança de pessoas com deficiência intelectual.

A proposta vai além da competição.

Busca fortalecer autoestima, independência e inclusão social.

Assédio no esporte: um problema real

O assédio no esporte é um dos desafios mais citados por atletas.

"Um dos maiores obstáculos que as mulheres precisam superar é o assédio, que pode acontecer a qualquer momento", afirma Kaylany Gimenes, atleta líder da OEB e formada em Educação Física.

A partir dessa preocupação, a organização criou a Política de Proteção ao Atleta (PPA).

O objetivo é preparar atletas, treinadores, familiares e voluntários para:

  • Identificar situações de risco.

  • Agir diante de casos de assédio.

  • Garantir segurança e bem-estar.

A iniciativa reforça que inclusão também significa proteção.

Mulheres na liderança do esporte

O movimento das Olimpíadas Especiais Brasil também se destaca pela presença feminina na gestão.

Atualmente, 75% do corpo diretivo da organização é formado por mulheres.

Para Teresa Leitão, diretora nacional de esportes, essa representatividade fortalece o movimento.

Segundo ela, acompanhar a trajetória das atletas e vê-las reconhecidas é uma das maiores conquistas do trabalho.

Saúde, inclusão e impacto social

O cuidado com o bem-estar físico e mental também faz parte das ações.

Karolyne Peres, coordenadora do Programa de Saúde da OEB, destaca a importância de ampliar o acesso à saúde para pessoas com deficiência.

O programa é voltado às necessidades específicas dos atletas, com acompanhamento e orientação profissional.

A iniciativa reforça que inclusão no esporte passa também por:

  • Atendimento em saúde.

  • Acolhimento.

  • Informação.

  • Prevenção.

Esporte como espaço de igualdade

O preconceito ainda é uma realidade para muitas mulheres.

"Eu luto pela causa das mulheres e das pessoas com deficiência intelectual para quebrar essa barreira", afirma Denise.

O esporte, nesse contexto, deixa de ser apenas prática física.

Ele se torna ferramenta de visibilidade, autonomia e transformação social.

Por que falar sobre preconceito e assédio no esporte é essencial

Discutir o tema ajuda a:

  • Ampliar a conscientização.

  • Incentivar denúncias.

  • Criar ambientes mais seguros.

  • Promover igualdade.

O esporte deve ser espaço de desenvolvimento, não de violência.

Garantir segurança e respeito é parte fundamental da evolução esportiva.

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Sport Life
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