Script = https://s1.trrsf.com/update-1785522911/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Além do açúcar, sal e gordura: o detalhe dos alimentos associados à inflamação crônica

AGEs nos alimentos chamam atenção da ciência por sua possível relação com inflamação. Entenda o que muda na alimentação.

31 jul 2026 - 15h00
(atualizado às 15h01)
Compartilhar
Exibir comentários

É muito provável que você preste atenção no açúcar, no sal e na gordura quando pensa em uma alimentação saudável. Mas existe outro grupo de substâncias que passa despercebido pela maioria das pessoas e vem despertando o interesse da ciência.

AGEs nos alimentos / Canva
AGEs nos alimentos / Canva
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

São os chamados produtos finais da glicação avançada, conhecidos pela sigla AGEs.

Eles costumam estar presentes em maior quantidade em alimentos ultraprocessados, carnes processadas e preparações feitas em altas temperaturas, como frituras e grelhados.

Agora, uma nova análise com mais de 40 mil mulheres sugere que uma alimentação com menos gordura e mais alimentos de origem vegetal pode reduzir de forma duradoura a ingestão desses compostos.

O que são os AGEs?

Apesar do nome complicado, a ideia é simples. Os AGEs são moléculas que podem ser produzidas naturalmente pelo organismo, mas também podem ser ingeridas por meio da alimentação.

Eles vêm sendo estudados porque, em diferentes pesquisas, uma maior exposição a esses compostos foi associada à inflamação crônica e a alterações metabólicas.

O que a pesquisa mostrou?

O estudo analisou dados de mais de 40 mil mulheres entre 50 e 79 anos que participaram do Women's Health Initiative, um dos maiores acompanhamentos sobre saúde feminina já realizados nos Estados Unidos.

Parte das participantes recebeu orientação para reduzir o consumo de gordura e aumentar a ingestão de frutas, verduras, legumes e grãos. As demais continuaram com a alimentação habitual.

Depois de cerca de sete anos, as mulheres que seguiram essa estratégia apresentavam uma ingestão estimada de AGEs significativamente menor, diferença que apareceu logo no primeiro ano e se manteve ao longo do acompanhamento.

O benefício veio sem regras complicadas

Um detalhe chamou a atenção dos pesquisadores.

As participantes não foram orientadas a mudar a forma de cozinhar os alimentos nem receberam recomendações específicas para evitar os AGEs.

A redução aconteceu porque passaram a consumir menos carnes processadas, gorduras e alimentos ultraprocessados, enquanto deram mais espaço aos alimentos de origem vegetal.

Ou seja, a melhora foi consequência da mudança no padrão alimentar como um todo.

O que isso muda na prática?

O estudo não mostra que reduzir os AGEs previne câncer, doenças cardiovasculares ou qualquer outro problema de saúde.

O que ele indica é que uma alimentação baseada em alimentos mais naturais também diminui a exposição a compostos que vêm sendo investigados por sua possível participação em processos inflamatórios e metabólicos.

Na prática, a recomendação continua sendo a mesma defendida pelas diretrizes de saúde. O ideal é aumentar o consumo de frutas, verduras, legumes, feijões e grãos integrais.

carnes processadas, frituras e alimentos ultraprocessados devem aparecer com menos frequência na rotina.

Publicado no British Journal of Cancer, o estudo acrescenta uma nova peça a esse quebra-cabeça.

Em vez de olhar apenas para calorias ou quantidade de gordura, o estudo reforça que a qualidade dos alimentos escolhidos também importa quando pensamos nos compostos aos quais o organismo é exposto.

Leitura Recomendada: Proteína C reativa alta significa doença? O que o exame de PCR realmente mostra

Fonte: SaúdeLAB
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra