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Entenda como o TDAH pode afetar o desempenho e a rotina dos universitários

Na universidade, os sintomas se tornam mais visíveis diante de múltiplas demandas

23 fev 2026 - 19h30
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O início da vida universitária pode tornar mais evidentes os sintomas do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), condição do neurodesenvolvimento que afeta a atenção, a organização e o controle da impulsividade. Com o aumento das exigências acadêmicas, da necessidade de autonomia e da pressão por desempenho, muitos estudantes passam a apresentar prejuízos tanto na vida acadêmica quanto na pessoal.

Apoio e acompanhamento adequados ajudam estudantes a lidar com o TDAH no dia a dia
Apoio e acompanhamento adequados ajudam estudantes a lidar com o TDAH no dia a dia
Foto: Prostock-studio | Shutterstock / Portal EdiCase

De acordo Gianny Cesconetto, professora da Inspirali — ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil —, pediatra de adolescentes e psicoterapeuta, o TDAH envolve padrões persistentes de desatenção e hiperatividade-impulsividade, com início na infância e possível continuidade na vida adulta. "Na universidade, os sintomas se tornam mais visíveis diante de múltiplas demandas e da necessidade de organizar a própria rotina", explica.

Características do TDAH em universitários

Entre as principais características em universitários, estão dificuldade de concentração em aulas e leituras longas, perda de prazos, desorganização, dificuldade para concluir tarefas e inquietação mental. Segundo a professora, esses sinais costumam ser interpretados como falta de esforço quando, na verdade, refletem dificuldades reais no funcionamento executivo do estudante. Também podem ocorrer impulsividade nas decisões e impactos na autoestima e nas relações interpessoais.

O diagnóstico do transtorno é feito por especialistas, com base em entrevista clínica detalhada e avaliação do histórico do paciente
O diagnóstico do transtorno é feito por especialistas, com base em entrevista clínica detalhada e avaliação do histórico do paciente
Foto: New Africa | Shutterstock / Portal EdiCase

Diagnóstico do TDAH

O diagnóstico é clínico e deve considerar critérios específicos, histórico de sintomas desde a infância e prejuízo funcional real. A avaliação inclui entrevista detalhada e pode ser auxiliada por questionários que não devem ser utilizados de forma isolada, pois podem superestimar o transtorno. "É fundamental diferenciar dificuldades pontuais de um transtorno do neurodesenvolvimento", destaca Gianny Cesconetto.

Formas de tratamento para o TDAH

Sem acompanhamento adequado, o TDAH pode comprometer o desempenho acadêmico, o planejamento da rotina, o sono, o autocuidado e o desenvolvimento pessoal. Embora não tenha cura definitiva, o transtorno pode ser controlado com tratamento que inclui psicoeducação, estratégias de organização, Terapia Cognitivo-Comportamental e, quando indicado, medicação.

No Brasil, o acesso ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é regionalizado e pode variar conforme a estrutura local. Para a professora da Inspirali, o apoio institucional e familiar é fundamental. "Ambientes acadêmicos inclusivos e suporte adequado contribuem para o bem-estar, o desempenho e a permanência dos estudantes com TDAH", afirma Gianny Cesconetto.

Por Juliana Antunes

Portal EdiCase
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