5 comportamentos que indicam uma pessoa procrastinadora
Problema ocorre quando a pessoa deseja cumprir determinada tarefa, reconhece sua importância, mas ainda assim adia sua execução
No dia a dia, adiar tarefas e decisões é um comportamento comum para muitas pessoas, mas o problema surge quando essa atitude se torna frequente e dá espaço à procrastinação. Diferentemente da preguiça, que está relacionada à falta de disposição ou interesse em realizar uma atividade, a procrastinação envolve o adiamento de compromissos mesmo quando existe a intenção de cumpri-los, podendo afetar a produtividade e o bem-estar.
Para a Dra. Mirian Coden, cofundadora da Nortus, especialista em desenvolvimento humano, PhD em Educação e doutoranda em Neurociências pela Logos University International, reconhecer os padrões ligados à procrastinação é o primeiro passo para desenvolver uma rotina mais eficiente.
"A procrastinação raramente acontece porque a pessoa não quer fazer algo. Na maioria das vezes, ela está relacionada à dificuldade de lidar com prioridades, desconfortos emocionais ou excesso de estímulos. Quando identificamos esses padrões, conseguimos desenvolver estratégias para mudar esse comportamento", explica.
Abaixo, conheça 5 comportamentos que indicam uma pessoa procrastinadora.
1. Você sempre deixa tarefas importantes para a última hora
Um dos sinais mais conhecidos da procrastinação é adiar atividades relevantes até que o prazo esteja muito próximo. Embora algumas pessoas afirmem produzir melhor sob pressão, esse hábito costuma aumentar o estresse e reduzir a qualidade das entregas. "A sensação de urgência pode dar uma falsa impressão de produtividade, mas, no longo prazo, esse comportamento aumenta o desgaste mental e dificulta a organização", alerta a Dra. Mirian Coden.
2. Você troca uma tarefa importante por outra mais fácil
Organizar a mesa, responder mensagens ou realizar pequenas atividades pode parecer produtividade, mas muitas vezes serve apenas para evitar uma tarefa mais complexa ou desconfortável. "Nem toda pessoa que parece ocupada está realmente avançando no que importa. Às vezes, ela apenas substitui uma atividade difícil por várias tarefas mais simples. Outro comportamento bastante comum é interromper constantemente o trabalho para olhar o celular, redes sociais ou notificações", explica.
3. Você espera estar "com vontade" para começar algo
Muitas pessoas acreditam que precisam sentir motivação antes de iniciar uma atividade. No entanto, na maioria das vezes, a motivação surge apenas depois que a tarefa já começou. "Esperar pela motivação perfeita costuma alimentar ainda mais a procrastinação. A ação geralmente vem antes da motivação, e não o contrário", ressalta a Dra. Mirian Coden.
4. Você evita tarefas que parecem muito grandes
Projetos extensos ou complexos podem gerar sensação de sobrecarga antes mesmo de serem iniciados. Como consequência, muitas pessoas acabam adiando o começo indefinidamente. Dividir grandes objetivos em pequenas etapas costuma facilitar o início da execução e reduzir a resistência do cérebro diante da tarefa.
5. Você vive dizendo "depois eu faço"
Quando o adiamento se torna um hábito automático, a procrastinação deixa de ser um comportamento isolado e passa a fazer parte da rotina. "A procrastinação é um comportamento que pode ser modificado. Quanto mais cedo a pessoa identifica esses sinais, maiores são as chances de construir hábitos mais saudáveis, melhorar a produtividade e reduzir o desgaste emocional", diz a Dra. Mirian Coden.
Como superar a procrastinação?
A procrastinação pode ser enfrentada com mudanças graduais na rotina e no modo de lidar com as tarefas. Dividir atividades maiores em pequenas etapas, estabelecer metas realistas, definir prazos e reduzir distrações são estratégias que ajudam a facilitar o início das atividades e a manter a constância.
Quando a procrastinação se torna persistente, interfere no trabalho, nos estudos ou na vida pessoal e causa sofrimento, o mais indicado é procurar ajuda de um psicólogo. Em alguns casos, a avaliação de um psiquiatra também pode ser necessária, especialmente se houver suspeita de transtornos como ansiedade, depressão ou Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), que podem contribuir para esse comportamento.
Por Angela Rocha
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