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Saúde bucal infantil: 4 pontos que exigem a atenção dos pais

Especialista ressalta a importância da ortodontia preventiva e revela a idade certa para avaliar o desenvolvimento dos dentes na infância

23 ago 2026 - 19h43
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Resumo
O acompanhamento ortodôntico infantil, recomendado a partir dos seis anos, é essencial para guiar o crescimento facial e identificar precocemente problemas de mordida. Hábitos como sucção do dedo, uso prolongado de chupeta e respiração bucal afetam a arcada dentária. A intervenção precoce possibilita abordagens personalizadas e menos invasivas, prevenindo complicações futuras e assegurando o desenvolvimento adequado de funções vitais como fala, mastigação e respiração durante a infância.

Celebrações como o Dia da Infância, lembrado em 24 de agosto, reforçam a importância dos cuidados com a saúde durante o desenvolvimento das crianças. Entre eles, a saúde bucal infantil merece  uma atenção especial dos pais, já que algumas alterações podem ser identificadas e tratadas ainda nos primeiros anos.

Avaliação preventiva pode identificar alterações na mordida, no crescimento facial e em hábitos que afetam a saúde bucal infantil
Avaliação preventiva pode identificar alterações na mordida, no crescimento facial e em hábitos que afetam a saúde bucal infantil
Foto: kindle_photography/Getty Images / Bons Fluidos

Segundo a Karina Fazza, mestre em Periodontia e e especialista da Orthopride, o acompanhamento ortodôntico durante a infância permite observar mudanças na posição dos dentes, na mordida e no crescimento dos ossos da face. Dessa forma, o profissional consegue avaliar a necessidade e o momento adequado para uma possível intervenção.

"Quando identificamos alterações ainda na infância, conseguimos direcionar o crescimento facial e corrigir hábitos que podem comprometer a formação da arcada dentária, reduzindo a necessidade de tratamentos mais invasivos no futuro", explica a médica.

Quando procurar um ortodontista?

Não é preciso esperar a adolescência ou a troca completa dos dentes para fazer uma avaliação. De acordo com a especialista, seis ou sete anos é uma faixa etária em que a primeira consulta ortodôntica pode ser indicada.

Nessa fase, o profissional já consegue observar aspectos do desenvolvimento da face e da mordida. Entre as alterações que podem ser identificadas estão a mordida cruzada e a mordida aberta, além de mudanças no crescimento ósseo.

A avaliação não significa, necessariamente, que a criança precisará usar aparelho. O acompanhamento permite entender como a dentição está se desenvolvendo e verificar se existe alguma alteração que merece atenção.

Chupeta e outros hábitos podem interferir

Alguns hábitos da infância também merecem observação. O uso prolongado de chupeta, a sucção do dedo e a respiração pela boca, por exemplo, podem influenciar a formação da arcada dentária e o crescimento facial.

"Quanto mais cedo essas questões forem identificadas e acompanhadas, menores tendem a ser os prejuízos para o desenvolvimento da criança", destaca Karina.

Por isso, mudanças persistentes nesses comportamentos podem ser levadas ao conhecimento do pediatra ou do dentista que acompanha a criança. A avaliação individual ajuda a definir se existe algum impacto sobre a saúde bucal.

Nem toda criança precisa do mesmo tratamento

Quando o profissional identifica uma alteração, o tratamento depende do estágio de crescimento e das características de cada caso. Entre as possibilidades estão aparelhos removíveis ortopédicos e, para algumas crianças e adolescentes que ainda estão trocando os dentes, alinhadores transparentes.

A escolha, no entanto, não segue uma fórmula única. O acompanhamento profissional determina se há necessidade de intervenção e qual abordagem faz sentido para aquela fase do desenvolvimento.

Por que agir durante o crescimento?

Algumas alterações estruturais podem ser mais fáceis de conduzir enquanto os ossos da face ainda estão em desenvolvimento. Por isso, identificar um problema precocemente pode evitar que ele se agrave e, em determinados casos, diminuir a necessidade de tratamentos mais complexos no futuro.

Além do alinhamento dos dentes, o acompanhamento considera funções como mastigação, respiração e fala. A saúde bucal, portanto, está relacionada a diferentes aspectos do desenvolvimento infantil. "Estamos falando de um cuidado que impacta diretamente a saúde e a qualidade de vida ao longo do crescimento", conclui a especialista.

Bons Fluidos
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