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Sandra Ferrer, psicóloga especializada em apego: "O ghosting é uma violência e precisa ser dito"

Especialista aponta os impactos que desaparecer sem explicação pode causar nos relacionamentos

30 jun 2026 - 13h49
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Aprendemos Juntos BBVA/wichayada suwanachun/Shutterstock
Aprendemos Juntos BBVA/wichayada suwanachun/Shutterstock
Foto: Minha Vida

O sociólogo Zygmunt Bauman já falava sobre ghosting em seu livro Amor líquido, publicado em 2003, ao se referir à prática de cortar comunicação ou contato sem aviso prévio com alguém com quem havia um vínculo e responsabilidade afetiva. Com o tipo de relações que temos hoje — e que também foi descrito pela socióloga Eva Illouz em El fin del amor —, parece que fomos treinados a descartar vínculos e seguir em frente sem pensar que, nesse processo, dependendo de como rompemos, acabamos ferindo a outra pessoa.

Sandra Ferrer, psicóloga especialista em apego e trauma relacional e cofundadora do Programa Mía, afirmou no Aprendemos Juntos BBVA que, do ponto de vista sociológico, vivemos "um momento em que há uma ode à alegria. O atrito, a fricção que o vínculo gera, não nos agrada". 

É justamente por isso que termos como ghosting ganham força: há quem fuja desse desconforto nas relações. Mas Ferrer é direta: "O ghosting é violência. [...] E é importante nomear isso". Não se trata de algo menor, porque pode ser muito mais prejudicial do que parece.

Ghosting como sinal de imaturidade emocional

É importante entender que o ghosting pode acontecer em qualquer tipo de relação, independentemente da profundidade do vínculo ou do tempo que ele exista. Ainda assim, Ferrer é categórica: "Seja qual for a história, quando alguém desaparece, é um ato de violência".

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