RG antigo vai perder a validade? Entenda quem precisa tirar a nova identidade hoje
A Carteira de Identidade Nacional (CIN) unifica os documentos sob o número do CPF e já pode ser solicitada de graça ou pela internet em vários estados
A Carteira de Identidade Nacional (CIN) já é uma realidade em todo o Brasil. A nova identidade chega com a missão de unificar a identificação no país, utilizando o CPF como número único e aposentando de vez o antigo número de RG. Além de aumentar a segurança contra fraudes na versão física, a carteira ganha uma versão digital no aplicativo GOV.BR. Contudo, muitos brasileiros ainda têm dúvidas sobre os prazos e a real necessidade de correr para os postos de atendimento. A boa notícia é que não há motivo para desespero, embora o cronograma exija atenção.
Quem precisa emitir o novo documento?
Todos os cidadãos brasileiros precisarão, obrigatoriamente, emitir a nova CIN até o dia 1º de março de 2032. Após essa data, o modelo tradicional de RG perderá totalmente a validade em território nacional. A troca não é urgente se o seu documento atual estiver em bom estado de conservação, mas já se recomenda a transição. Fique atento a um detalhe crucial. Quem precisar solicitar novos pedidos de benefícios junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a partir de 2028 já deverá, obrigatoriamente, apresentar a nova versão da carteira.
Quanto custa a nova identidade?
A legislação brasileira garante que a primeira via da CIN em papel é 100% gratuita para toda a população.
Por outro lado, as regras mudam em caso de perda ou renovação por extravio:
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A emissão de segunda ou terceira via conta com taxas que variam de acordo com o estado (no Rio Grande do Sul, por exemplo, o valor é de R$ 99,22).
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Idosos acima de 65 anos, pessoas de baixa renda e vítimas de roubo (mediante apresentação de Boletim de Ocorrência) têm direito à isenção da taxa de segunda via.
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Alguns estados oferecem a opção do documento impresso em cartão de policarbonato, mas esse formato físico específico custa.
Novas regras de validade
Diferente do RG antigo, que muitas vezes ficava por décadas sem renovação, a nova identidade estabelece prazos rígidos baseados na faixa etária do cidadão:
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De 0 a 12 anos incompletos: validade de 5 anos.
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De 12 a 60 anos incompletos: validade de 10 anos.
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Acima de 60 anos: validade indeterminada.
Como fazer a solicitação (passo a passo)
O processo de emissão é de responsabilidade dos órgãos de identificação de cada estado. Em São Paulo, o agendamento prévio é feito pelo portal ou aplicativo do Poupatempo, e o documento físico fica pronto em até 22 dias úteis.
Já no Rio Grande do Sul, o programa Identidade Fácil permite iniciar o processo de forma online. O cidadão envia a documentação pelo celular usando a conta Gov.br e agenda o atendimento presencial apenas para a coleta das digitais e da foto.
Para solicitar a sua, siga os passos fundamentais:
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Reúna os documentos obrigatórios: É indispensável apresentar a Certidão de Nascimento ou de Casamento atualizada (com número de matrícula), além de um documento original com o número do CPF.
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Adicione dados opcionais: Se quiser unificar tudo no ambiente digital, leve cartões ou comprovantes da CNH, Título de Eleitor, Carteira de Trabalho e PIS/PASEP para inclusão dos números no sistema.
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Informe dados de saúde: É permitido incluir tipo sanguíneo, fator RH e relatar deficiências ou condições médicas específicas, desde que apresentados os laudos e exames exigidos pelo órgão local.
Em suma, a nova carteira traz mais praticidade para o dia a dia e facilita inclusive viagens internacionais, pois conta com o código MRZ (o mesmo dos passaportes), facilitando o embarque para países do Mercosul.
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