Retinol chega ao bodycare: entenda por que o ativo ganhou espaço nos cuidados com o corpo
Conhecido pelas rotinas faciais, ingrediente passou a aparecer em tratamentos corporais voltados para textura, uniformidade e aparência da pele
O retinol expandiu do skincare facial para o corporal para tratar manchas, textura e ressecamento em áreas como colo e braços. Ao estimular a renovação celular, o ativo é associado a hidratantes como ceramidas e ácido hialurônico para garantir conforto à pele. Diferentes de medicamentos prescritos, esses cosméticos têm dosagens menores e devem ser usados à noite, exigindo protetor solar durante o dia para prevenir irritações e potencializar os cuidados com o corpo.
O retinol deixou de aparecer apenas nas prateleiras de skincare facial e começou a conquistar espaço também nos produtos destinados ao corpo. Segundo o site Marie Claire, a expansão acompanha o interesse por fórmulas capazes de cuidar de regiões que muitas vezes recebem menos atenção, como braços, colo, pescoço, joelhos e cotovelos. Nessas áreas, a pele pode apresentar alterações de textura, ressecamento, irregularidades e manchas. Por isso, o ingrediente passou a fazer parte de tratamentos que prometem melhorar gradualmente a aparência da região e deixá-la mais uniforme e macia.
O que o retinol faz na pele?
Derivado da vitamina A, o retinol ganhou notoriedade por sua ação sobre a renovação celular. No bodycare, a proposta segue essa mesma lógica: estimular processos que contribuem para uma pele com aspecto mais regular e saudável. A ideia, portanto, não é simplesmente levar um produto facial para outras partes do corpo. As marcas passaram a desenvolver loções específicas e a combinar o ativo com outros ingredientes que ajudam a complementar o tratamento.
O que aparece nas fórmulas?
Entre os componentes que podem acompanhar o retinol estão a niacinamida, o ácido hialurônico e as ceramidas. A niacinamida aparece associada ao cuidado com a uniformidade e a luminosidade da pele. Já o ácido hialurônico e as ceramidas entram nas fórmulas com foco na hidratação e na manutenção da barreira cutânea. Com isso, os produtos procuram equilibrar a ação do retinol com ingredientes que deixam a pele mais confortável. Essa combinação também ganha importância porque o uso do ativo pode exigir um período de adaptação.
Retinol cosmético não é a mesma coisa que medicamento
A dermatologista Luigia Panariello, citada pela publicação, explicou que cosméticos corporais com retinol podem melhorar a qualidade da pele ao favorecer a renovação celular e contribuir para uma aparência mais homogênea. Ela também chamou atenção para a diferença entre cosméticos e medicamentos. De acordo com a especialista, na Europa, produtos corporais podem ter até 0,05% de retinol, enquanto cosméticos destinados ao rosto e às mãos podem chegar a 0,3%. Já substâncias como a tretinoína pertencem à categoria dos medicamentos e exigem prescrição médica. Portanto, os produtos não devem ser tratados como equivalentes apenas porque pertencem à família dos retinoides.
Por que o uso costuma acontecer à noite?
Outro ponto importante envolve a exposição à luz. O retinol é uma molécula fotossensível, por isso a luz pode comprometer sua estabilidade e diminuir sua eficácia. Além disso, especialmente no começo do tratamento, a pele pode ficar mais suscetível à irritação provocada pelo sol. Por esse motivo, a orientação é concentrar a aplicação dos produtos no período noturno. Durante o dia, as áreas expostas precisam de proteção solar. Dessa maneira, o uso do retinol pode se integrar a uma rotina de cuidados que combine tratamento, hidratação e proteção.
O bodycare ganhou uma nova etapa
A presença do retinol em loções corporais acompanha uma mudança no próprio conceito de skincare, que passou a incluir de forma mais intensa regiões além do rosto. Com fórmulas que associam diferentes ativos, o mercado amplia as possibilidades de cuidado com a textura, a hidratação e a aparência da pele do corpo. Ainda assim, o uso exige atenção à fórmula escolhida e à forma de aplicação. Afinal, retinol cosmético e retinoides medicamentosos não têm a mesma finalidade nem seguem as mesmas regras.
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