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República estudantil: como evitar calotes e dor de cabeça

Organização e acordos claros ajudam a evitar prejuízos e conflitos entre moradores

14 jan 2026 - 18h10
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Dividir uma casa com amigos costuma significar economia, convivência e troca de experiências. Mas, na prática, morar em uma república estudantil também pode trazer riscos — especialmente quando contas como aluguel, água, luz e internet ficam no nome de apenas um morador.

Dividir despesas sem contrato pode gerar responsabilidade jurídica para apenas um morador
Dividir despesas sem contrato pode gerar responsabilidade jurídica para apenas um morador
Foto: Shutterstock / Alto Astral

Segundo o advogado João Victor Duarte Salgado, do escritório Celso Cândido de Souza Advogados, o problema está na responsabilidade legal.

"Mesmo que a despesa seja dividida informalmente entre todos, quem responde juridicamente é quem assina o contrato ou aparece como titular da conta", explica.

Quando a conta sobra para um só

O maior risco surge em casos de inadimplência. Se algum morador deixa de pagar sua parte, a cobrança recai integralmente sobre quem está com o nome vinculado ao serviço.

Além disso, situações irregulares, como ligações clandestinas ("gatos"), também geram responsabilidade direta para o titular da conta.

Ou seja: amizade não substitui contrato — e o prejuízo pode ser real.

Organização antes de mudar evita problemas

A melhor forma de prevenção é pensar na organização antes mesmo de ocupar o imóvel. Uma alternativa mais estruturada é a formalização da república.

"O ideal seria criar uma associação, tornando a república uma pessoa jurídica sem fins lucrativos", orienta o advogado. Nesse modelo, todos os moradores seriam associados e as despesas ficariam vinculadas à entidade, reduzindo o risco individual.

Na prática, porém, a maioria das repúblicas funciona de forma informal. Ainda assim, há soluções simples.

Contrato entre moradores vale a pena

Mesmo sem abrir uma associação, um contrato simples entre os moradores já ajuda a evitar dores de cabeça.

"Apesar de ser mais frágil, esse tipo de contrato tem validade jurídica", afirma João Victor.

O documento deve incluir:

  • Nome e dados de todos os moradores

  • Regras de rateio das despesas

  • Prazos de pagamento

  • Assinatura de todos os envolvidos

Esse registro pode ser essencial caso seja necessário cobrar alguém no futuro.

Pagou sozinho? Tente resolver antes de judicializar

Se um estudante acaba arcando com contas que deveriam ser divididas, o primeiro passo é sempre tentar o diálogo.

"O ideal é avisar que o pagamento foi feito e solicitar o ressarcimento", orienta o especialista.

Se o problema se repetir, é importante interromper o prejuízo: transferir a titularidade das contas ou reorganizar a forma de pagamento ajuda a evitar novas perdas.

Dá para cobrar na Justiça?

Sim. Mesmo que a conta esteja no nome de uma pessoa só, é possível buscar ressarcimento judicial.

"A cobrança pode ser feita, desde que haja provas de que a despesa beneficiava todos e que havia um acordo de divisão", explica o advogado.

Comprovantes de pagamento, mensagens, contratos e qualquer registro do acordo ajudam a embasar a ação.

Calote não é só problema financeiro

Além do prejuízo no bolso, conflitos desse tipo desgastam relações e geram estresse desnecessário.

Por isso, organização, clareza e registro de acordos são fundamentais para que a república continue sendo uma solução e não um problema.

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