Quem foi Franco Baresi? Relembre a trajetória do ídolo do Milan que morreu aos 66 anos
Ex-zagueiro do Milan marcou época no futebol italiano, conquistou títulos históricos e seguiu ligado ao clube mesmo após a aposentadoria
O futebol perdeu nesta sexta-feira (31) um de seus maiores defensores. Franco Baresi, ídolo histórico do Milan e referência da seleção italiana, morreu aos 66 anos. A notícia foi confirmada pelo clube, onde o ex-zagueiro exercia, desde 2020, o cargo de vice-presidente honorário.
Considerado um dos melhores jogadores da posição em todos os tempos, Baresi construiu uma carreira marcada pela liderança, inteligência tática e fidelidade a um único clube. Portanto, foram quase duas décadas defendendo as cores do Milan, período em que ajudou a transformar a equipe em uma potência do futebol europeu.
Uma carreira construída no Milan
Natural da região da Lombardia, no norte da Itália, Franco Baresi ingressou nas categorias de base do Milan em 1974. Apenas quatro anos depois, então, ainda antes de completar 18 anos, estreou na equipe principal. Entretanto, não demorou para conquistar espaço entre os titulares e, aos 22 anos, recebeu a braçadeira de capitão.
Mesmo sem ter um porte físico considerado ideal para a posição, compensava com leitura de jogo, antecipação e capacidade de organização da defesa. Essas características fizeram dele um dos maiores líderes da história do clube.
Ao lado de nomes como Paolo Maldini, Mauro Tassotti e Alessandro Costacurta, formou uma das linhas defensivas mais respeitadas do futebol mundial. Durante sua passagem pelo Milan, levantou seis títulos do Campeonato Italiano e conquistou três troféus da Liga dos Campeões, além de outras competições nacionais e internacionais.
Franco Baresi, referência da seleção italiana
Ademais, baresi escreveu seu nome na história da seleção da Itália. Isso porque fez parte do elenco campeão da Copa do Mundo de 1982 e, anos depois, disputou a final do Mundial de 1994, consolidando sua trajetória com a camisa da Azzurra. Ao todo, entrou em campo 81 vezes pela equipe nacional. Em 1989, o reconhecimento individual veio com o segundo lugar na Bola de Ouro, ficando atrás apenas do companheiro de Milan, Marco van Basten.
Últimos anos de vida
Após encerrar a carreira em 1997, com 719 partidas pelo clube — marca superada apenas por Paolo Maldini —, permaneceu próximo do futebol. Além de atuar como dirigente e embaixador do Milan, participou de projetos voltados à formação de crianças e jovens por meio do esporte.
Em 2020, chegou até a visitar o Instituto Projeto Neymar Jr. Na ocasião, elogiou o impacto social da iniciativa. Ademais,, destacou que o projeto oferecia oportunidades a crianças em situação de vulnerabilidade por meio da educação e do esporte.
"É um projeto muito ambicioso, muito bonito e de um investimento muito importante. Ele lembrou da sua infância e pode dar uma oportunidade para todas as crianças que são menos afortunadas e não têm uma boa situação econômica. Estou maravilhado porque vi muitos projetos, e esse é muito bonito", afirmou na época.
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