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Quase 10 anos a mais: por que os praticantes de tênis vivem mais tempo?

Estudo dinamarquês revela que esportes de raquete lideram os ganhos de expectativa de vida ao unir treino intervalado, laços sociais e constância

5 ago 2026 - 07h22
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Um célebre estudo realizado em Copenhague acompanhou 8.577 pessoas ao longo de 25 anos para entender quais hábitos mais impactam a longevidade. O resultado chamou a atenção do mundo científico: quem praticava tênis apresentou uma expectativa de vida estimada em 9,7 anos a mais do que o grupo sedentário. Contudo, pegar em uma raquete não é uma pílula mágica. Trata-se de uma pesquisa observacional que reflete a combinação de hábitos, perfil socioeconômico e a natureza da própria modalidade.

Descubra por que quem joga tênis vive mais segundo estudo de Copenhague e entenda os 4 pilares da longevidade praticada fora e nas quadras
Descubra por que quem joga tênis vive mais segundo estudo de Copenhague e entenda os 4 pilares da longevidade praticada fora e nas quadras
Foto: Andrey Grigoriev/iStock / Getty Images Plus / Bons Fluidos

Como o tênis ajuda a alongar a vida de quem pratica

A seguir, confira os quatro motivos fundamentais que explicam essa relação entre o esporte e uma vida mais longa:

1. Treino intervalado "disfarçado"

O tênis exige arranques, paradas bruscas e mudanças de direção a todo momento. Essa dinâmica de esforço em rajadas funciona como um treino intervalado de alta intensidade (HIIT) natural.

  • Saúde cardiovascular: três estudos internacionais concordam que praticantes de esportes de raquete apresentam menor mortalidade por doenças do coração.

  • Estímulo constante: a variação de ritmo fortalece a musculatura e o sistema respiratório de forma eficiente.

2. A força do compromisso social

Diferente de atividades solitárias, no tênis sempre existe alguém te esperando do outro lado da rede. Faltar ao treino da academia é fácil, mas desmarcar uma partida combinada exige um esforço social maior.

Estudos mostram que ter relações sociais sólidas aumenta a probabilidade de sobrevivência em 50% — um impacto equivalente a parar de fumar. O esporte atua como uma ponte natural para manter esses laços vivos.

3. Prática sem prazo de validade

O tênis é um dos poucos esportes com torneios oficiais organizados para atletas dos 30 aos 90 anos.

  • Ponto ideal: o estudo apontou que treinar de 3 a 4 horas por semana garante o máximo de benefício (praticar mais de 10 horas reduz esses ganhos).

  • Constância sobre perfeição: um exercício moderado mantido aos 75 anos vale muito mais do que um treino intenso abandonado aos 40.

4. Estilo de vida integrado

Os quase 10 anos a mais de vida não são o custo exclusivo da modalidade, mas o retrato de um estilo de vida ativo por completo. No grupo analisado, o tênis representava apenas 18,6% do tempo de atividade, enquanto o ciclismo ocupava a maior parte (54,9%). Além disso, 48% dos tenistas tinham diploma universitário, contra 8% dos sedentários, o que reflete maior acesso a cuidados de saúde e alimentação de qualidade.

Em suma, o grande ensinamento não é a obrigatoriedade de comprar uma raquete, mas sim encontrar uma atividade física desafiadora, comunitária e prazerosa, que você consiga praticar com constância pelas próximas décadas.

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