Quais os sinais comuns nas últimas 24 horas antes da morte? Veja o que diz enfermeira
Julie McFadden fala sobre o tema de forma didática e, assim, ajuda familiares e cuidadores a entenderem o processo da morte
Como sabemos, a única certeza da vida é a morte. É, portanto, uma realidade inevitável. Um processo natural da vida que, muitas vezes, é envolto em mistério e medo. No entanto, compreender esse fenômeno pode ajudar a reduzir a ansiedade que o cerca. O que você diria a seu ente querido se soubesse que aquelas eram suas últimas horas de vida? Como agiria diante do fim? A enfermeira Julie McFadden utiliza as redes sociais para isso: desmistificar a morte por meio de informações claras e acessíveis. Com vasta experiência em cuidados paliativos, ela compartilha seus conhecimentos e, assim, ajuda familiares e cuidadores a lidarem com o final de vida de seus entes queridos.
Em seus vídeos e escritos, McFadden detalha o que observa em pacientes terminais. Por isso, ajuda a entender os sinais mais comuns das últimas 24 horas de vida. Essas informações são valiosas para aqueles que acompanham o processo, pois oferecem uma preparação emocional e prática frente à inevitabilidade do fim. Ela ressalta que nem todos os sinais se manifestam em todos os casos.
Quais são os sinais comuns nas últimas 24 horas antes da morte?
Um dos principais sinais identificados por McFadden é o chamado "ronco da morte". Trata-se de um som semelhante a um gargarejo causado pelo acúmulo de secreções na garganta. Isso ocorre porque o paciente perde a capacidade de engolir ou tossir adequadamente. No entanto, embora o som possa ser perturbador para os ouvintes, ela enfatiza que ele não provoca dor no paciente. Faz parte do processo natural do corpo nas etapas finais da vida.
Outro sinal crítico mencionado é a respiração irregular, marcada por pausas longas. Os suspiros se intensificam, uma vez que o corpo não consegue mais cumprir sua função de oxigenar de forma eficaz. Este tipo de respiração é um dos indicadores mais evidentes de que o fim da vida está próximo.
A terceira manifestação costuma ser chamada de "olhar da morte". Nesse estágio, mesmo inconsciente, o paciente pode manter os olhos e a boca aberta. Há relatos de que, mesmo com um olhar sem foco, estas pessoas ainda possam captar a presença de familiares. Portanto, o olhar fixo, quase sem vida, é outro sinal.
Compreender e reconhecer esses sinais pode proporcionar conforto e permitir que os familiares direcionem sua atenção para o apoio emocional no final da vida, em vez de focar no medo e na ansiedade. McFadden acredita que ao facilitar essa compreensão, as famílias podem encontrar mais paz durante esse processo doloroso, tornando-se um período de conexão e amor, em vez de apenas tristeza e desespero.
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