Produção de colágeno exige nutrientes e hábitos saudáveis
A peça-chave na produção dessa proteína é a alimentação, e não suplementação que de pote
A produção de colágeno, vital para pele e tecidos, diminui a partir dos 25 anos e depende de nutrientes como vitamina C e zinco. Fatores como açúcar em excesso e má alimentação podem prejudicar sua formação. Para manter a saúde, é essencial combinar dieta balanceada, proteção solar e controle de inflamações. ✨
Produção de colágeno depende de nutrientes, metabolismo e hábitos do dia a dia
Em meio ao crescimento do mercado de suplementos e produtos voltados ao envelhecimento saudável, o colágeno voltou ao centro das discussões sobre saúde da pele. Estudos mostram que, a partir dos 25 anos, o organismo reduz progressivamente a produção dessa proteína, essencial para a estrutura da pele, músculos, ossos e articulações. Além da idade, fatores como excesso de açúcar, tabagismo, radiação solar e alimentação inadequada aceleram esse processo.
Pesquisas publicadas em revistas científicas apontam que a síntese de colágeno depende diretamente da oferta de aminoácidos, vitamina C, zinco, cobre e outros micronutrientes envolvidos nas reações metabólicas que formam e estabilizam as fibras colágenas. Nutrientes do complexo B também participam desse equilíbrio metabólico, especialmente por atuarem em mecanismos relacionados à renovação celular, metabolismo energético e manutenção dos tecidos.
O tema ganha destaque diante do crescimento do mercado de suplementos, embora especialistas alertem que a produção de colágeno não depende apenas do consumo isolado da proteína. "O organismo precisa de nutrientes específicos para conseguir formar e estabilizar o colágeno adequadamente. Sem esse suporte metabólico, a síntese pode ser prejudicada", explica Sheila Mustafá, nutricionista e esteticista especialista em saúde da pele.
Açúcar, inflamação e degradação da proteína
Um dos principais mecanismos associados ao envelhecimento cutâneo é a glicação. O processo ocorre quando moléculas de açúcar se ligam às proteínas do organismo, formando compostos chamados AGEs (produtos finais de glicação avançada), que tornam as fibras de colágeno mais rígidas e frágeis. Esse fenômeno está relacionado à perda de elasticidade da pele e à formação de rugas mais evidentes ao longo do tempo.
Dietas ricas em ultraprocessados, açúcares simples e excesso calórico favorecem inflamação sistêmica e estresse oxidativo, fatores que estimulam enzimas responsáveis pela degradação do colágeno. Em contrapartida, nutrientes antioxidantes presentes em frutas, vegetais, sementes e oleaginosas auxiliam na proteção celular contra danos oxidativos.
A vitamina C, por exemplo, participa diretamente das reações de hidroxilação que estabilizam as fibras colágenas. Já minerais como zinco e cobre atuam na atividade enzimática ligada à formação do tecido conjuntivo. Proteínas de boa qualidade fornecem aminoácidos fundamentais para essa síntese, enquanto vitaminas do complexo B participam de processos metabólicos relacionados à renovação celular e ao funcionamento adequado da pele.
"Quando falamos em colágeno, não estamos falando apenas de estética. Essa proteína está ligada à estrutura e ao funcionamento de vários tecidos do organismo. Por isso, alimentação equilibrada, sono, proteção solar e controle inflamatório fazem diferença nesse processo", destaca a especialista.
Embora estudos indiquem benefícios do colágeno hidrolisado para hidratação e elasticidade da pele, pesquisadores reforçam que os resultados variam conforme hábitos de vida. Além do estado nutricional, padrão alimentar e características individuais de cada organismo.
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