"Por que ainda falamos tão pouco sobre ela?": Claudia Raia reflete sobre os desafios da menopausa
Atriz chamou atenção para os impactos emocionais e profissionais da fase e destacou como o tabu ainda dificulta o diálogo sobre o tema
Claudia Raia destacou a pesquisa "Menopause Experience & Attitudes", revelando que 79% das brasileiras sofrem impactos psicológicos negativos na menopausa, superando a média global de 66%. O estudo aponta sintomas como ansiedade (58%) e depressão (26%), além de prejuízos profissionais para 47% das mulheres, que temem falar com colegas e gestores. A atriz critica os tabus sobre o tema e defende o fim do silêncio para garantir apoio, combater estigmas e oferecer informação além dos calorões.
A menopausa ainda envolve silêncio, dúvidas e preconceitos para muitas mulheres. Em um vídeo, Claudia Raia chamou atenção para esse cenário e apresentou dados de uma pesquisa internacional que apontou impactos especialmente relevantes entre as brasileiras. O estudo Menopause Experience & Attitudes, encomendado pela farmacêutica Astellas, ouviu 13.800 pessoas em seis países. Segundo os dados, 79% das brasileiras que participaram da pesquisa relataram sentimentos psicológicos negativos relacionados à menopausa, como ansiedade, depressão, constrangimento e vergonha. No cenário internacional, esse percentual ficou em 66%.
Ansiedade, depressão e vergonha
Claudia destacou que a experiência vai muito além dos conhecidos fogachos. Entre os sentimentos relatados pelas brasileiras, a ansiedade apareceu em 58% das respostas, enquanto 26% mencionaram depressão. Além disso, 20% citaram constrangimento e 16%, vergonha. A atriz também questionou por que tantas mulheres ainda enfrentam essa fase com desconforto e dificuldade para falar sobre o assunto. Nesse sentido, o tabu em torno da menopausa aparece como um dos fatores que contribuem para o silêncio.
O impacto também chega ao trabalho
A menopausa também pode interferir na rotina profissional. De acordo com a pesquisa, 47% das brasileiras relataram algum impacto negativo no trabalho. Entre os principais efeitos estavam a redução da produtividade, citada por 26%, e o medo de conversar com colegas, relatado por 17%. Além disso, apenas 29% das trabalhadoras disseram se sentir confortáveis para conversar sobre o assunto com seus gestores. Dessa forma, muitas mulheres acabam lidando com sintomas e dificuldades sem encontrar espaço para pedir apoio no ambiente profissional.
Não são apenas os fogachos
No vídeo, a artista chamou atenção para outros sintomas que podem acompanhar essa fase. Fadiga, dificuldade de concentração, lapsos de memória e oscilações de humor também podem interferir na rotina e na qualidade de vida. Por isso, reduzir a menopausa apenas aos calorões acaba deixando de lado uma parte importante da experiência de muitas mulheres. Afinal, os sintomas podem afetar diferentes áreas do cotidiano, inclusive relações pessoais e trabalho.
Por que ainda existe tanto silêncio?
Para Claudia Raia, uma das questões centrais está justamente na falta de diálogo. Quando mulheres sentem vergonha ou receio de falar sobre o que estão vivendo, a busca por informação e apoio também pode se tornar mais difícil. A pesquisa reforça esse cenário: 80% dos entrevistados acreditavam que as mulheres brasileiras na menopausa não recebiam apoio suficiente no ambiente de trabalho, enquanto 49% consideravam que elas enfrentavam barreiras para progressão profissional e reconhecimento.
Falar também é uma forma de cuidado
Ao final da reflexão, ela questionou se a pergunta deveria ser por que a menopausa é tão difícil ou por que a sociedade ainda fala tão pouco sobre ela. A provocação colocou o diálogo no centro da discussão e reforçou a importância de tratar a fase com mais informação e menos constrangimento. Assim, ampliar as conversas sobre menopausa pode ajudar a combater o estigma e criar espaços em que as mulheres consigam falar sobre sintomas, dificuldades e necessidades com mais segurança.
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