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Pneumonia que não melhora ou vive voltando: quando investigar além da infecção

Segundo o Dr. Alessandro Mariani, quadros persistentes ou recorrentes podem indicar complicações, obstruções, tuberculose, bronquiectasias, alterações imunológicas ou até câncer de pulmão

30 set 2026 - 15h44
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Resumo
Embora a pneumonia seja tratada como infecção aguda, a falta de melhora, a piora durante o tratamento, a recorrência no mesmo local ou alterações persistentes em exames exigem investigação aprofundada para descartar outras causas graves. Segundo o cirurgião torácico Alessandro Mariani, da FMUSP, é crucial atentar para evoluções anômalas, sobretudo porque as infecções respiratórias baixas seguem letais, respondendo por 2,5 milhões de mortes globais em 2023, conforme estudo da The Lancet.
Foto/ Shutterstock
Foto/ Shutterstock
Foto: Minha Vida

A pneumonia costuma ser tratada como uma infecção aguda: o paciente tem febre, tosse, falta de ar, dor no peito, recebe antibiótico ou outro tratamento conforme a causa e melhora ao longo dos dias. Mas, quando o quadro não evolui como esperado, volta repetidamente ou deixa alterações persistentes nos exames, é preciso ampliar a investigação.

O alerta é relevante porque as infecções respiratórias baixas seguem entre as principais causas de adoecimento e morte no mundo. Segundo análise publicada em 2025 no The Lancet Infectious Diseases, esse grupo de doenças, que inclui pneumonia e bronquiolite, foi responsável por 2,50 milhões de mortes em 2023.

De acordo com o cirurgião torácico Dr. Alessandro Mariani, Professor Doutor de Cirurgia Torácica da FMUSP e Preceptor de Cirurgia Torácica Robótica, o problema não é uma pneumonia demorar alguns dias para melhorar, mas quando a evolução foge do padrão esperado.

"Nem toda pneumonia que demora mais para resolver significa algo grave. Mas, quando o paciente não melhora, piora apesar do tratamento, tem pneumonias repetidas no mesmo local ou mantém alterações persistentes na imagem, precisamos perguntar se existe algo além da infecção", afirma.

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