Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Chicago terá pontos para corredor reabastecer a própria hidratação

Nova operação terá quatro estações de água ao longo do percurso; modelo vem depois das experiências de Londres e da polêmica em Paris

4 set 2026 - 10h43
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
A Maratona de Chicago terá, em outubro de 2026, quatro estações com sistemas da Culligan para que atletas reabasteçam seus recipientes com água filtrada, em parceria com a HydraPak. A prova manterá os postos tradicionais de hidratação, tornando-se a primeira Major a formalizar a opção no percurso. A medida reflete a busca por sustentabilidade e redução de resíduos plásticos sem prejudicar o tempo dos corredores, desafio já enfrentado por provas como as maratonas de Londres e Paris.

A Maratona de Chicago anunciou para a edição 2026, que acontece no dia 11 de outubro, quatro estações para que os corredores reabasteçam seus próprios recipientes de hidratação durante a prova. Os pontos ficarão antes dos postos de hidratação dos quilômetros 5,7, 10,1, 15,7 e 20,3.

Chicago terá quatro pontos para reabastecimento de hidratação própria na maratona (Foto: Fernanda Paradizo)
Chicago terá quatro pontos para reabastecimento de hidratação própria na maratona (Foto: Fernanda Paradizo)
Foto: Divulgação / Contra-Relógio

A iniciativa é uma parceria com a Culligan International e a HydraPak e, segundo a organização, faz de Chicago a primeira Abbott World Marathon Major a formalizar o reabastecimento de recipientes pessoais no percurso. A maratona manterá os postos tradicionais de hidratação e acrescentará as quatro novas estações.

A ideia não é inédita entre as grandes maratonas nem entre as Majors. A Maratona de Londres, por exemplo, já oferece cinco pontos de reabastecimento para corredores que carregam sua própria hidratação, ao mesmo tempo em que mantém os postos tradicionais com água e bebida esportiva.

A experiência de Paris, entretanto, colocou o tema em outro nível. A capital francesa começou a retirar garrafas plásticas descartáveis das corridas em 2024. Na Maratona de Paris de 2025 ainda havia copos nos postos, enquanto a organização testava alternativas para reduzir também esse tipo de resíduo.

Em 2026, Paris adotou um sistema mais radical: a maioria dos corredores passou a levar obrigatoriamente seu próprio recipiente, sem distribuição de copos ou garrafas nos postos. Foram criadas estruturas específicas para o reabastecimento ao longo dos 42,195 km.

A mudança provocou discussões entre corredores, principalmente pela possibilidade de perder tempo ou ritmo para conseguir água. A questão ganhou ainda mais repercussão porque Paris criou uma solução diferente para participantes que tinham como objetivo correr abaixo de 2h50, com garrafas previamente abastecidas em determinados pontos.

A decisão levantou um debate que vai além da sustentabilidade: como reduzir os descartáveis sem prejudicar corredores que têm metas de tempo diferentes?

Paris contou ainda com a mesma HydraPak presente em Chicago, que forneceu o SpeedCup reutilizável para mais de 55 mil participantes. A empresa é especializada em equipamentos de hidratação esportiva, como garrafas flexíveis, reservatórios e copos dobráveis.

Em Chicago, a HydraPak não anunciou até agora a distribuição de um recipiente para cada corredor, como ocorreu em Paris. O anúncio fala em equipamentos de hidratação e no uso de recipientes pessoais aprovados.

A outra parceira é a Culligan International, empresa especializada em tratamento, filtragem e fornecimento de água. Em Chicago, seus sistemas serão utilizados nas quatro novas estações, com tecnologia de filtragem e capacidade para fornecer água em alto fluxo.

Chicago já vinha testando o conceito. Em 2025, a prova ofereceu estações de reabastecimento de garrafas próprias em oito postos do percurso. Para 2026, a iniciativa ganha um formato específico, com quatro estações da Culligan instaladas ao longo do trajeto, permitindo que os corredores reabasteçam seus próprios recipientes com água filtrada.

A experiência de outubro será acompanhada de perto por outras grandes provas. O desafio é encontrar um modelo que reduza a quantidade de resíduos gerados pela hidratação de dezenas de milhares de corredores sem criar novos problemas de logística, segurança ou perda de tempo durante a prova.

Contra-Relógio
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra