Os riscos da diabetes gestacional para mãe e para o bebê
O diabetes gestacional é caracterizado pelo aumento do nível de glicose no sangue diagnosticado pela primeira vez durante a gravidez
Silencioso, diabetes gestacional pode trazer riscos para a mãe e o bebê
O diabetes gestacional é caracterizado pelo aumento do nível de glicose no sangue diagnosticado pela primeira vez durante a gravidez. Muitas vezes é assintomático, podendo ter riscos para a saúde da mãe e da criança, como pressão alta, bebês com peso elevado ao nascer e trabalho de parto obstruído. Mudanças no estilo de vida e medicamentos podem ajudar a controlar a condição. Os sintomas mais comuns do diabetes gestacional são aumento da sede e da frequência urinária, fadiga, visão turva, náusea e infecções frequentes, como candidíase.
Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes 2025, cerca de 16% dos nascidos vivos são gerados por mulheres que tiveram alguma forma de hiperglicemia na gravidez.
Por que a diabetes gestacional acontece
O diabetes gestacional ocorre principalmente devido a alterações hormonais típicas da gravidez. Hormônios produzidos pela placenta, em especial o lactogênio placentário, dificultam a ação da insulina, o hormônio responsável por permitir que as células absorvam o açúcar e o converta em energia. Com essa resistência à insulina, a glicose se acumula na circulação sanguínea.
Riscos
Segundo a endocrinologista Lorena Lima Amato, os riscos para o bebê incluem macrossomia (peso excessivo ao nascer). Isso pode dificultar o parto e aumentar a necessidade de cesariana. "Além disso, há um risco aumentado de malformações, aborto espontâneo e outras complicações perinatais. A longo prazo, bebês de mães com diabetes gestacional têm maior probabilidade de desenvolver obesidade e diabetes tipo 2 na vida adulta. Para a mãe, além do risco de desenvolver diabetes tipo 2 após a gestação, há também um aumento na chance de pré-eclâmpsia", alerta Dra. Lorena.
O diagnóstico do diabetes gestacional apesenta-se durante o pré-natal, geralmente por meio de exames de rastreamento realizados entre a 24ª e a 28ª semana de gestação. A detecção precoce é fundamental para iniciar o tratamento e minimizar os riscos.
"Uma vez identificada a condição, a combinação de dieta balanceada, atividade física e, se necessário, medicação, é fundamental para controlar os níveis de glicose e garantir uma gestação saudável para a mãe e o bebê", afirma a Dra. Lorena Lima Amato.
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