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O que o caso Henri Castelli nos ensina sobre convulsões? Saiba como agir

Conheça os protocolos CALMA e PACE e saiba como agir corretamente para salvar vidas e combater o estigma da epilepsia

15 jan 2026 - 11h40
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A recente saída do ator Henri Castelli do reality show BBB 26, após apresentar convulsões durante e depois de uma prova de resistência, trouxe à tona um tema essencial: a falta de preparo da população para lidar com episódios de epilepsia. O incidente gerou um movimento imediato da Liga Brasileira de Epilepsia para reforçar que, embora assustadoras para quem observa, as crises são eventos médicos que podem ser controlados com calma e a técnica correta.

As convulsões são descargas elétricas súbitas e anormais no cérebro. Elas não escolhem idade e, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), afetam cerca de 65 milhões de pessoas no mundo — sendo mais de 2 milhões apenas no Brasil. Porém, a boa notícia, destacada por Letícia Pereira de Brito Sampaio, presidente da Liga, é que cerca de 70% dos pacientes podem levar uma vida completamente livre de crises se tiverem acesso ao diagnóstico e tratamento adequados, muitas vezes disponíveis gratuitamente pelo SUS.

O Protocolo CALMA: O que fazer ao presenciar convulsões ?

Diante de uma crise, o maior erro é o desespero. Por isso, a orientação da Liga é memorizar a sigla CALMA, que resume os passos de ouro para ajudar alguém em segurança:

    • Conservar a calma e evitar o pânico.

    • Afastar objetos próximos que possam causar ferimentos (móveis, vidros, quinas).

    • Lateralizar a cabeça da pessoa, colocando-a de lado para facilitar a respiração.

    • Marcar o tempo: se a crise durar mais de 5 minutos, a ajuda médica é urgente.

    • Acionar socorro médico caso seja a primeira crise da pessoa ou se houver recorrência imediata.

Imagem de first aid steps for an epileptic seizure
Imagem de first aid steps for an epileptic seizure
Foto: Bons Fluidos
Shutterstock

O que NÃO fazer: Jamais coloque o dedo ou objetos na boca da pessoa, não tente segurar os movimentos ou jogar água no rosto. Essas ações podem causar fraturas ou asfixia.

 * Fonte:  Liga Brasileira de Epilepsia - uma associação que congrega médicos e outros profissionais dedicados à saúde das pessoas com epilepsia. A LBE tem a missão de promover recursos para o ensino e pesquisas destinados à prevenção, diagnóstico e tratamento da epilepsia. Para saber mais, acesse: epilepsia.org.br

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