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O joelho avisa quando vai chover? Entenda a ciência por trás das dores nas articulações com a mudança do tempo

Mudanças climáticas repentinas afetam a pressão barométrica e o líquido sinovial, gerando desconforto real em articulações que já possuem histórico de lesões ou inflamações

21 mai 2026 - 15h30
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Muita gente jura que consegue prever a chegada de uma frente fria ou de uma tempestade antes mesmo de olhar a previsão do tempo: basta o joelho começar a doer. Essa famosa relação entre o clima e o desconforto nas juntas atravessa gerações e faz parte do cotidiano de quem convive com artrite, artrose e outras condições inflamatórias. Longe de ser apenas uma crença popular ou impressão, esse fenômeno tem uma sólida explicação científica.

É importante destacar que um joelho completamente saudável e sem histórico de lesões costuma ser insensível às oscilações do clima
É importante destacar que um joelho completamente saudável e sem histórico de lesões costuma ser insensível às oscilações do clima
Foto: Canva / Bons Fluidos

Estudos na área da medicina e da biometeorologia comprovam que as dores articulares associadas às mudanças climáticas são reais. Dessa forma, o joelho, por ser a maior articulação do corpo humano, acaba se tornando o principal termômetro biológico dessas variações.

Joelho saudável x joelho sensível

É importante destacar que um joelho completamente saudável e sem histórico de lesões costuma ser insensível às oscilações do clima. O desconforto manifesta-se predominantemente em articulações que já passaram por procedimentos cirúrgicos, que possuem implantes metálicos ou que sofrem de patologias preexistentes, como condropatias e sinovites.

Esse mesmo aumento de sensibilidade também pode ser percebido em locais do corpo que apresentam cicatrizes profundas. Ou, ainda, onde ocorreu a fratura de um osso no passado.

O que explica a dor com a variação de temperatura?

Assim, a ciência aponta que os dois grandes gatilhos para o surgimento dessas dores são as quedas repentinas na temperatura e as grandes variações na pressão barométrica (a força exercida pelas moléculas de ar sobre a superfície da Terra). O mecanismo funciona por meio de dois fatores biológicos principais:

  • Expansão dos tecidos (Queda de pressão): Pouco antes de chover, a pressão atmosférica cai de forma significativa. Assim, a redução da força externa faz com que os tecidos moles do corpo, como músculos e tendões, sofram uma leve expansão espacial. Por isso, em uma articulação que já se encontra inflamada, essa microexpansão é suficiente para pressionar os receptores nervosos e engatilhar o sinal de dor.

  • Viscosidade do líquido sinovial (Queda de temperatura): O resfriamento brusco do ambiente altera a consistência do líquido sinovial, que atua como o lubrificante natural das nossas articulações. Portanto, com o frio, esse fluido torna-se mais espesso e viscoso. dessa forma, dificulta a mobilidade e gera rigidez. Paralelamente, o frio induz a contração involuntária dos músculos ao redor das juntas. Trata-se de um mecanismo natural do organismo para preservar o calor corporal, aumentando a pressão interna na região.

Portanto, da próxima vez que algum familiar mais velho prever uma virada no tempo baseando-se nas dores do corpo, saiba que a ciência valida esse diagnóstico. As juntas doloridas, em suma,  são reflexos diretos de leis físicas e biológicas reagindo ao ambiente ao nosso redor.

Bons Fluidos
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