O companheiro de quatro patas está mudando a saúde dos idosos no Brasil
Entenda como a convivência com um pet ajuda a combater o isolamento, melhora a disposição física e traz um novo propósito para a rotina de quem passou dos 60 anos
Mais do que excelentes companheiros de casa, os bichinhos de estimação representam um poderoso catalisador de bem-estar físico e emocional para pessoas na terceira idade. A presença de um animal de estimação transforma o cotidiano dos idosos. Ela promove uma série de melhorias que começam na saúde do corpo e vão até o estímulo à socialização. De acordo com a médica veterinária Valeska Rodrigues, professora do curso de Medicina Veterinária da Universidade de Franca (Unifran), a responsabilidade diária de alimentar, brincar ou passear com um pet garante um propósito de vida valioso, estimulando o idoso a manter-se em constante movimento.
O remédio natural contra o isolamento social
Essa movimentação para cuidar do animal acaba gerando impactos altamente positivos fora de casa. Passear pelas ruas do bairro com um cachorro ou levá-lo para consultas funciona como um excelente pretexto para conversar com vizinhos e fazer novos amigos. Assim, combatendo diretamente o isolamento social. Essa barreira da solidão é um dos grandes desafios enfrentados na maturidade. A professora lembra, inclusive, que a visita programada de cães e gatos em hospitais e casas de repouso já é uma terapia consagrada que transforma o humor dos pacientes internados.
Como escolher o animal ideal para cada rotina dos idosos
Contudo, a decisão de adotar exige um bom planejamento e a formação de uma rede de apoio familiar. Para pessoas que possuem mobilidade reduzida ou vivem em apartamentos pequenos, animais que demandam menos esforço físico, como gatos, pássaros ou peixes, são excelentes companhias. Já os idosos mais ativos e dispostos podem se beneficiar muito da lealdade de cães de raças calmas, que gostem de passeios curtos. O ideal é sempre buscar a orientação de um veterinário ou de um especialista em comportamento animal antes de levar o novo amigo para casa.
O erro comum na alimentação e os cuidados geriátricos
Do ponto de vista da saúde do animal, manter as vacinas, vermífugos e o controle de pulgas em dia é indispensável para preservar o bem-estar do tutor. A especialista aproveita para fazer um alerta importante sobre um hábito muito frequente nas famílias brasileiras. "Idoso adora dar o que come para o cachorro, e isso poderá prejudicar seriamente a saúde do bichinho", adverte. Ela conclui lembrando que o envelhecimento é um processo compartilhado, já que os animais também ficam velhinhos e vão precisar de cuidados geriátricos específicos para que as duas espécies vivam com qualidade de vida máxima.
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