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Nutricionista precisa ser internada após tratar infecção urinária por conta própria

Ao ignorar os sintomas iniciais e usar remédios por conta própria, a profissional teve complicações graves e precisou de internação

1 fev 2026 - 21h26
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Resumo
Nutricionista foi internada e correu risco de vida após complicações graves por tratar infecção urinária sem orientação médica, destacando os perigos da automedicação.
A nutricionista Patrícia Thainá de Oliveira havia se automedicado
A nutricionista Patrícia Thainá de Oliveira havia se automedicado
Foto: Reprodução/Instagram:@nutricaocompati

No final de 2025, Patrícia Thainá de Oliveira, nutricionista de 26 anos, começou a perceber uma leve ardência ao urinar. Sem outros sinais típicos de infecção urinária, como aumento da frequência das micções, ela achou que se tratava de um desconforto passageiro, segundo contou em entrevista à Marie Claire.

Naquela ocasião, Oliveira não estava em Piracicaba (SP), cidade onde atua em um hospital, mas em outra cidade. Uma experiência anterior negativa no pronto atendimento a fez decidir por não procurar ajuda médica imediatamente. Em vez disso, buscou orientação em uma farmácia. Seguindo a sugestão do farmacêutico, comprou um analgésico para aliviar o sintoma e passou a ajustar a dieta por conta própria.

“Toda vez que eu tomava um líquido ácido, como suco de laranja ou de limão, a ardência piorava. Eu sei que a gente perde ácidos pela urina, então restringi bebidas cítricas.” Após três ou quatro dias, o desconforto desapareceu.

Algumas semanas depois, ela começou a notar que urinava com mais frequência, mas não percebeu nada de errado. Até que, quase um mês após os primeiros sintomas, sentiu uma dor intensa na lombar esquerda ao acordar. “Fui convivendo com aquela dor o dia inteiro, mas à noite ficou insuportável. Parecia que eu estava tomando uma facada na lombar”, relatou.

Ela decidiu então procurar atendimento no hospital onde trabalha. Ao informar que havia usado medicação por conta própria, percebeu a desaprovação do médico.

O exame de urina revelou um número extremamente elevado de leucócitos, confirmando a suspeita de infecção urinária. Oliveira recebeu antibióticos e foi liberada, com orientação de retornar caso não houvesse melhora. Na manhã seguinte, voltou ao hospital e, após a realização de uma tomografia, recebeu o diagnóstico de pielonefrite: a infecção havia alcançado os rins.

Durante os seis dias de tratamento, sendo três internada e três recebendo antibióticos intravenosos, a nutricionista ouviu um alerta sério do médico. “O médico falou: ‘Você é profissional da saúde, você sabe os riscos’. Ele disse que, por muito pouco, eu não entrei em sepse. Não seria nem internação. Seria UTI mesmo. O risco de óbito era muito grande", afirmou. 

Quais os sintomas da infecção urinária?

Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, a infecção do trato urinário (ITU) está entre as causas mais comuns de infecção na população geral. As mulheres são particularmente mais vulneráveis, principalmente devido à menor extensão anatômica da uretra em comparação aos homens.

A ITU é caracterizada pela presença de agentes infecciosos na urina, em quantidade superior a 100.000 unidades formadoras de colônias por mililitro (ufc/ml). A infecção pode ser sintomática ou assintomática; quando não apresenta sintomas, é chamada de “bacteriúria assintomática”.

O quadro clínico pode afetar apenas o trato urinário inferior, chamado de cistite, ou atingir também o trato urinário superior, configurando a pielonefrite.

Os sintomas variam conforme o tipo de infecção. Na cistite, são mais comuns dor ou ardência ao urinar, urgência e aumento da frequência urinária, além de dor suprapúbica, localizada na parte inferior do abdome. A febre, na maioria dos casos, está ausente. Podem ocorrer alterações no odor, cor ou aspecto da urina, embora nem sempre.

Já na pielonefrite, que normalmente se desenvolve após um episódio de cistite, são frequentes febre alta (geralmente acima de 38°C), calafrios e dor lombar em um ou ambos os lados. Essa tríade — febre, calafrios e dor lombar — caracteriza a maioria dos casos de pielonefrite.

Fonte: Portal Terra
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