Novo medicamento para prevenir VSR em bebês chega ao Brasil
Aprovado pela Anvisa, recurso apresentou resultados promissores na redução de quadros graves e hospitalizações entre recém-nascidos
A Anvisa aprovou o clesrovimabe, novo anticorpo monoclonal da MSD para proteger recém-nascidos e lactentes contra formas graves do vírus sincicial respiratório (VSR). Principal causador da bronquiolite, o VSR não possui tratamento antiviral específico. Estudos clínicos mostraram que a dose única reduziu em mais de 91% as infecções respiratórias graves e as hospitalizações por até seis meses, oferecendo uma prevenção crucial na fase de maior vulnerabilidade dos bebês a complicações respiratórias.
Um novo recurso chegou ao Brasil para ajudar a proteger bebês contra formas graves do vírus sincicial respiratório (VSR). Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o clesrovimabe, um anticorpo monoclonal, previne infecções do trato respiratório inferior provocadas pelo agente infeccioso em recém-nascidos e lactentes.
A novidade ganha importância principalmente nos primeiros meses de vida, período em que os bebês enfrentam maior vulnerabilidade às complicações respiratórias. O VSR está entre os principais causadores de bronquiolite e pode provocar quadros que exigem atendimento médico e hospitalização.
Novo anticorpo apresentou resultados em estudos
Estudos clínicos internacionais de fase 3 fundamentaram a aprovação do medicamento. As pesquisas acompanharam mais de 3.600 bebês durante períodos de maior circulação do VSR, e os resultados saíram no The New England Journal of Medicine.
Entre os bebês saudáveis avaliados, o clesrovimabe apresentou eficácia de 91,7% na prevenção de infecções graves do trato respiratório inferior associadas ao VSR que exigiram atendimento médico. O anticorpo também reduziu em 91,2% as hospitalizações relacionadas ao vírus durante os seis meses de acompanhamento.
O fabricante, a MSD, oferece o remédio em uma apresentação única de 105 mg, independentemente do peso do bebê. Essa característica pode facilitar a organização da aplicação nos serviços de saúde.
Por que o VSR preocupa nos primeiros meses?
O vírus é bastante comum e pode infectar uma pessoa mais de uma vez ao longo da vida. Em crianças pequenas, porém, a primeira infecção pode evoluir para problemas respiratórios severos.
Estima-se que cerca de 90% das crianças tenham contato com o VSR até os dois anos de idade. Em parte dos casos, a infecção provoca apenas sintomas semelhantes aos de um resfriado. Em bebês pequenos, contudo, o quadro pode atingir as vias respiratórias inferiores e causar dificuldade para respirar.
O risco de complicações aumenta principalmente nos primeiros seis meses de vida. Por isso, estratégias capazes de reduzir a ocorrência de formas graves da doença desempenham um papel importante na proteção dessa faixa etária.
Prevenção ganha espaço no combate ao vírus
Atualmente, os médicos não contam com um tratamento antiviral específico de uso rotineiro para combater o VSR em bebês. Quando a infecção acontece, a equipe de saúde costuma controlar os sintomas e oferecer medidas de suporte, conforme a gravidade do quadro.
Nesse cenário, a prevenção se torna uma das principais formas de reduzir o impacto da doença. Além das estratégias de imunização e proteção disponíveis para determinados grupos, medidas simples também ajudam a diminuir a exposição dos bebês ao vírus. Entre elas, estão evitar o contato próximo com pessoas doentes e manter as mãos higienizadas.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.