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Notícias ruins e saúde mental: Por que devo me proteger de conteúdos indesejados?

Estudos mostram que o contato frequente com conteúdos violentos pode intensificar sentimentos de ansiedade e uma possível impotência diante do mundo. Cria-se um filtro de 'negatividade' e até um pessimismo diante da vida

3 out 2025 - 17h05
(atualizado às 17h11)
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Basta dar uma rápida olhada nos principais sites que notícias ruins aparecem a cada clique, a todo tempo, na tela do celular. Liga a TV, lá estão elas: Guerras, assassinatos, tragédias... Diante deste cenário,  fica a pergunta: Como posso me proteger deste tipo de conteúdo, tão nocivo ao bem-estar, sem ficar alienada ao que acontece no mundo?

Como se proteger de notícias ruins? Veja as dicas
Como se proteger de notícias ruins? Veja as dicas
Foto: depositphotos.com / Milkos / Bons Fluidos

Estudos mostram que o contato frequente com conteúdos violentos pode intensificar sentimentos de ansiedade e uma possível impotência diante do mundo. Cria-se um filtro de 'negatividade' e até um pessimismo diante da vida, com efeitos que vão além do curto prazo. Em resposta a isso, proteger a atenção diante das telas é uma prática de autocuidado.

Como se proteger das notícias ruins?

Para Carla Brandão, psicanalista e escritora, não há como se isolar e viver como se o mundo não estivesse a todo vapor. Porém, existem formas de lidar com o bombardeio de notícias ruins que chegam na tela do celular e da TV. "A melhor forma de não se deixar influenciar pelas más notícias que aparecem por todos os lados e inundam nosso cérebro e nosso coração de medos e acionam emoções descompensadas é destinar um tempo específico para essa conexão externa".

Segundo a Dra. em Psicologia Blenda Oliveira é necessário, antes de tudo, reconhecer os seus limites. "Uma estratégia é estabelecer horários específicos para se atualizar, evitando começar ou terminar o dia imerso em más notícias". Segundo a especialista, também é importante selecionar fontes confiáveis e evitar conteúdos sensacionalistas, que "buscam mais provocar emoções do que informar de fato".

Ela também explica que  é importante manter-se atualizado. No entanto, não é obrigatório estar a par de tudo o tempo inteiro. "Ao escolher se informar é fundamental ter em mente que existem acontecimentos no mundo sobre os quais não temos nenhum poder de intervenção. Essa consciência, que dialoga até com uma postura mais estoica, ajuda a reduzir expectativas irreais: preocupar-se e gastar energia emocional com aquilo que está fora do nosso alcance só amplia a sensação de impotência."

Quando uma notícia desperta indignação, tristeza ou medo, em vez de carregar esse peso sem saída, pode ser útil transformá-lo em ação. "Apoiar uma causa, participar de iniciativas locais, se engajar em debates construtivos ou mesmo refletir sobre como lidamos com diferenças e adversidades no nosso cotidiano são formas de ressignificar o impacto da informação", resume Blenda.

Recomendações para evitar conteúdos perturbadores

Como já mencionamos, a questão não é deixar de se informar, mas criar uma relação mais saudável com a informação. Existe uma (triste) máxima no Jornalismo que diz que notícia, quanto pior, mais vende. Mais gera cliques. A pergunta que fica é: a que preço? Por isso, separamos algumas dicas que podem ajudar neste processo de evitar conteúdos sensacionalistas, grotescos e perturbadores:  

  • Filtros de palavras-chave: Utilize as configurações das plataformas para silenciar ou bloquear palavras, frases ou hashtags específicas que possam desencadear este tipo de conteúdo.
  • Gestão de contas seguidas: Deixe de acompanhar perfis que frequentemente compartilham imagens ou vídeos inadequados e opte por seguir conteúdos que promovam alegria e conexão.
  • Pausas intencionais: Introduza momentos livres de dispositivos digitais, por exemplo, durante as refeições ou antes de dormir, para diminuir o estresse
Bons Fluidos
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