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Neurologista: o cérebro também depende da sua massa muscular

Massa muscular e cérebro estão mais conectados do que muita gente imagina. Veja por que fortalecer o corpo pode fazer diferença.

7 jul 2026 - 07h00
(atualizado às 07h02)
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Cérebro saudável é causa e consequência de um corpo forte. Massa muscular não é luxo estético, é necessidade metabólica.

Para que o nosso cérebro funcione em sua melhor performance, tanto do ponto de vista da produtividade quanto do bem-estar e da regulação emocional, o nosso corpo também precisa funcionar bem.

Hoje sabemos que o músculo faz muito mais do que permitir movimentos. Quando ele se contrai durante exercícios de força, libera substâncias que se comunicam com o cérebro e ajudam a estimular mecanismos importantes para a memória, o aprendizado e a capacidade de adaptação do sistema nervoso.

Esse é um dos caminhos pelos quais a atividade muscular pode favorecer um cérebro mais saudável.

Essa relação também passa pelo metabolismo.

A massa muscular ajuda o organismo a utilizar melhor a glicose e a manter uma boa resposta à insulina, favorecendo o equilíbrio do corpo como um todo.

Além disso, músculos ativos produzem substâncias que ajudam a modular processos inflamatórios, enquanto o excesso de gordura visceral contribui para um estado de inflamação crônica que também pode afetar a saúde cerebral.

Massa muscular e cérebro: uma relação que a ciência vem confirmando

Para que o nosso corpo funcione de maneira saudável, prevenindo osteoporose e doenças cardiovasculares, a gente precisa de massa muscular.

Mas os benefícios não param por aí.

Estudos mostram que preservar massa e força muscular também está associado à manutenção da capacidade funcional e a um menor risco de declínio cognitivo ao longo do envelhecimento.

Isso não significa que ganhar massa muscular reverta quadros de demência já estabelecidos.

O que as evidências apontam é que ela pode contribuir para a prevenção, retardar o declínio cognitivo e ajudar a preservar a chamada reserva cognitiva, que é a capacidade do cérebro de lidar melhor com os efeitos do envelhecimento.

Existe ainda um aspecto que considero fundamental: autonomia.

Quando preservamos força muscular, preservamos também a capacidade de realizar as atividades do dia a dia, de manter uma vida social ativa e de continuar fazendo escolhas com independência. E tudo isso também contribui para o bem-estar e para a saúde do cérebro.

Massa muscular e cérebro.
Massa muscular e cérebro.
Foto: SaúdeLAB

Mais importante do que o peso na balança

A gente vem vivendo uma tendência progressiva de estímulo ao emagrecimento. E, claro, é importante a gente manter um peso saudável.

Mas a nossa constituição e a nossa composição corporal são mais importantes do que o número que a gente está vendo na balança.

Por isso, focar e colocar energia na construção e na preservação da massa muscular talvez seja uma das atitudes mais importantes que podemos tomar pensando na saúde a longo prazo.

Mas, acima de tudo, é uma forma de viver melhor o presente.

Ter força significa viver com mais autonomia, mais regulação, mais bem-estar e mais liberdade para fazer aquilo que dá sentido à nossa vida.

No fim das contas, força não é um luxo estético. É um investimento na saúde do corpo, do cérebro e na qualidade de vida.

Fonte: SaúdeLAB
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