Mulher acusa melhor amiga de 'sequestrar digitalmente' a filha dela
Lucy teria roubado as fotos da criança e compartilhado nas redes sociais como se fosse a mãe da menina
A norte-americana Marissa Layne acusa a melhor amiga, identificada apenas pelo nome de Lucy, de "sequestrar digitalmente" a filha dela. Ela é mãe de um menino de menos de 10 anos e de uma menina de dez anos e sempre procurou manter a privacidade dos filhos na internet, até que descobriu que Lucy estava publicando fotos da bebê nas redes sociais como se fosse a mãe da garota.
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Minha melhor amiga há 15 anos sequestrou digitalmente a minha bebê", disse.
Ela explicou que só publicava fotos dos filhos em um perfil fechado no Facebook, onde apenas amigos próximos e familiares poderiam ver os registros. Marissa estava certa de que não havia cliques dos filhos espalhados pela internet, até que uma mulher anônima lhe mandou mensagens contando que Lucy fingia ser mãe da bebê e havia até compartilhado uma história falsa do suposto parto.
"Foi uma violação tão grande. É tão assustador que mudou a química do meu cérebro da maneira mais surpreendente possível", disse ela, que começou a tomar remédios para ansiedade após o ocorrido.
"Minha família e eu deixamos de nos sentir seguros. Não conseguimos mais dormir. Fomos de nos sentir confortáveis no mundo para nos sentir como se estivéssemos expostos até os ossos", desabafou.
Marissa disse que considerava Lucy como sua melhor amiga desde os 11 anos. Ela também disse que a amiga ficava com os filhos dela o tempo todo e que a ajudou muito após as complicações que teve no parto da caçula.
"Ela sempre trocava fraldas, dava comida, me levava para consultas médicas, carregava a cadeirinha se meu marido não estava junto e tirava muitas fotos da minha filha", relembrou.
Quando descobriu que Lucy fingia que era mãe de sua filha, Marissa decidiu procurar as autoridades. Ela procurou a polícia, que enviou um oficial à casa de Lucy para garantir que ela apagasse as fotos com a bebê
Marissa decidiu não prestar queixas, mas acredita que não irá conseguir superar o ocorrido. "Isso é algo que não posso perdoar. Queria ter prestado mais atenção no comportamento dela, que não tivesse olhado para a situação com uma lente positiva. Queria ter pensado mais como uma mãe em vez de uma melhor amiga. Queria ter seguido meus instintos protetores de mãe", concluiu.
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