Miranda Priestly me ensinou mais sobre limites profissionais do que qualquer livro sobre liderança
A personagem interpretada por Meryl Streep representava aquele tipo de liderança tóxica da qual agora procuro fugir
A personagem Miranda Priestly em "O Diabo Veste Prada" não foi apenas uma vilã em uma comédia sobre o mundo da moda. Ela se tornou um retrato muito real que refletia o custo da ambição feminina.
Uma "girlboss" de manual que, curiosamente, não odiamos, mas admiramos. Sua segurança absoluta e a indiferença em relação à opinião dos outros a tornam magnética e, na primeira vez que vi o filme, quis ser como ela. Eu aspirava me tornar um ícone como Miranda Priestly porque não vi um monstro.
Depois, voltei a assistir ao filme. Uma e outra vez, até completar uma dezena de vezes e, a cada nova exibição ao longo desses vinte anos, a personagem de Miranda tornou-se mais reconhecível aos meus olhos.
Não por acostumada, mas porque eu já havia sofrido com esse perfil de liderança tóxica que associa o sucesso à crueldade. Aquela liderança que nos fez acreditar que, se seu chefe o trata mal no trabalho, é apenas porque ele é muito bom no que faz.
Com o tempo, entendi que Miranda podia ser um espelho, mas não um no qual me olhar. Podia ser um espelho no qual descobrir o que eu não queria de um chefe e com o qual definir meus limites profissionais.
1. O trabalho é importante na minha vida, mas não é tudo
Miranda exigia de suas "Emilys" uma lealdade cega que implicava um horário de trabalho semelhante ao de uma farmácia de plantão, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Isso significava que todas as suas funcionárias deviam colocar o trabalho em um primeiro lugar inabalável em suas vidas, a ponto d...
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