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Excesso de atividades extracurriculares pode prejudicar as crianças

Os malefícios incluem uma menor conexão entre pais e filhos ao tornar a rotina das crianças exaustiva

15 mai 2018
17h14
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Muitos pais desejam que os filhos sejam proativos. Uma criança que realiza diversas atividades, está na maior parte do tempo alerta, e têm menos chances de tornarem-se entediadas ou sedentárias. Os benefícios das atividades extracurriculares são diversos, porém, o excesso delas podem prejudicar a saúde mental das crianças. É o que indica um novo estudo publicado pelo periódico Sport, Education and Society.

Por mais que praticar aulas de música e esportes possa agregar no conhecimento dos filhos, ao envolvermos as crianças em meio a tantas atividades, podemos lhe causar estresse e um menor envolvimento frente às questões familiares, já que os pequenos permanecem menos tempo em casa.

Como o estudo foi conduzido

Para o estudo, foram entrevistadas 50 famílias de 12 escolas primárias localizadas na Inglaterra. Descobriu-se que uma grande parte das crianças (88% delas), participavam de atividades extracurriculares de quatro a cinco dias por semana, com 58% praticando mais de uma dessas atividades por dia.

O envolvimento em atividades extracurriculares parece dominar a vida familiar, especialmente para pais com mais de um filho. E consequentemente, as famílias começaram a ter menos tempo para passar com as crianças, além de estarem gastando muito mais dinheiro e energia para garantir estas práticas aos filhos.

Uma das mães entrevistadas para o estudo, alegou que seu filho não conseguia levantar durante as manhãs caso alguma das atividades extracurriculares fossem canceladas. "Ele ficava extremamente triste e sem vontade para realizar outras coisas durante o dia", disse a mãe em entrevista ao periódico.

Conclusões

Após a análise dos dados, os estudiosos apontam que há também uma intensa pressão por parte dos pais e das instituições de ensino para que as crianças tenham uma rotina cheia, que as mantenham ocupadas integralmente.

"Os pais têm boas intenções ao incluir os filhos em diversas atividades. Eles querem que eles absorvam a maior quantidade de conhecimento que puderem, para que possam inteirar-se em diversas áreas", diz Sharon Wheeler, autor do estudo. "Eles acreditam que tais atividades irão beneficiar as crianças à curto prazo, através da atividade física e do desenvolvimento de grupos de amigos, e à longo prazo, potencializando seus intelectos, tendo em vista a carreira das crianças", conclui.

"Entretanto, nosso estudo mostra que os resultados podem ser diferentes. Por mais que estes benefícios possam ser atingidos, uma rotina turbulenta e com excesso de atividades causa uma tensão no relacionamento familiar, além de causar danos ao desenvolvimento e bem estar das crianças", afirma Wheeler.

É necessário buscar o equilíbrio. Os pais não devem se sentir pressionados a colocar os filhos em diversas aulas, sobre variados assuntos. Uma menor quantidade de atividades extracurriculares permite que as crianças possam ter um desenvolvimento da fase infantil de maneira sadia, aproveitando momentos de lazer e afetividade com os pais, o que ocasionará em menos estresse tanto no presente, quanto no futuro delas.

Minha Vida

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