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Mês da mamografia: exame registra adesão de mulheres 40+

Na mamografia, é possível identificar alterações nas mamas, como nódulos, calcificações e assimetrias.

12 fev 2026 - 17h05
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Instituição registra mais de 174 mil exames em 2025; fevereiro chama atenção para a importância da mamografia

As mulheres brasileiras estão cada vez mais atentas ao autocuidado e buscam exames de rotina importantes para o acompanhamento da saúde. Em 2025, a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (Fidi) realizou 174.200 mamografias. Isso representa uma média de cerca de 14 mil exames por mês. E o público maior está na faixa entre 40 e 59 anos, reforçando a importância do Dia Nacional da Mamografia, celebrado em 5 de fevereiro.

A mamografia de rastreamento pode detectar precocemente os sinais de câncer de mama em mulheres assintomáticas
A mamografia de rastreamento pode detectar precocemente os sinais de câncer de mama em mulheres assintomáticas
Foto: FreePik / Revista Malu

A maior concentração de exames femininos ocorre na faixa dos 50 aos 54 anos, apresentando 96,6% de adesão. A principal motivação é a busca pela mamografia de rastreamento, que tem como objetivo detectar precocemente os sinais de câncer de mama em mulheres assintomáticas que não apresentam sintomas evidentes.

Câncer de mama

Já a faixa entre 40 e 49 anos também apontou uma subida vertiginosa que atinge um pico de 25 mil atendimentos. Para a médica radiologista especialista em mamas da Fidi, Vivian Milani, a ampliação da faixa etária é estratégica, uma vez que a maior incidência do câncer de mama está na faixa dos 40 aos 60 anos. "Portanto, fazer o rastreamento de mulheres nessa faixa etária auxilia na detecção precoce da doença, possibilitando maior chance de cura", diz ela.

Lei ajudou

O cenário de acesso também avançou com a sanção da Lei nº 15.284, de 18 de dezembro de 2025, que assegura a todas as mulheres a partir de 40 anos o direito à realização da mamografia pelo SUS. Essa lei alinha o Brasil às práticas internacionais para diagnóstico precoce. Desse modo, o rastreamento e o tratamento do câncer de mama no sistema público ficam fortalecidos.   

Além disso, identifica-se que a persona de saúde está mudando. Isso porque, em 2021, grande parte das pacientes que chegavam aos hospitais apresentavam câncer avançado. Esse cenário mudou em 2025, já que a grande maioria das pacientes está apenas realizando mamografia de controle. Ao comparar os dados, nota-se uma queda drástica na categoria BI-RADS 6, que indica câncer já comprovado no momento do exame. Em 2021, foram registrados 686 casos contra apenas 120 em 2025.

A Fidi projeta para 2026, baseando-se na curva 2021-2025, estabilidade na faixa de 170 mil a 175 mil exames, com tendência de aumento na procura por atendimento no mês de outubro. Em 2025, outubro foi o mês de maior volume, com 19.104 exames, superando os picos de 2023 e registrando o maior resultado da série histórica da instituição. Não por acaso, outubro é o mês dedicado à conscientização sobre diagnóstico e prevenção do câncer de mama.

Entenda a mamografia

A mamografia é um exame simples e eficaz para identificar alterações nas mamas, como nódulos, calcificações e assimetrias. Assim, fazer o exame é essencial para a detecção precoce do câncer de mama. "A prevenção é um cuidado contínuo e manter uma rotina saudável, com alimentação equilibrada, hidratação e exercícios físicos fortalece o organismo e contribui para o bem-estar", reforça a médica Vivian Milani.

Edição: Fernanda Villas Bôas

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