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Melasma tem controle? Dermatologista explica o que pode piorar as manchas

Melasma vai além de manchas na pele e pode piorar com calor e luz visível. Dermatologista explica o que realmente ajuda no controle.

23 mai 2026 - 12h00
(atualizado às 12h03)
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Melasma
Melasma
Foto: SaúdeLAB

O melasma é uma condição crônica da pele que afeta principalmente mulheres em idade fértil e tem como principal característica o surgimento de manchas escuras, especialmente no rosto.

Embora não represente riscos diretos à saúde, a condição pode impactar a autoestima e a qualidade de vida dos pacientes.

Os distúrbios de pigmentação, entre eles o melasma, estão entre as principais causas de procura por atendimento dermatológico no país, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

A entidade aponta ainda que cerca de 35% das mulheres brasileiras em idade fértil apresentam algum grau de melasma.

Por que o melasma é mais comum em mulheres?

O melasma é mais comum em mulheres devido à forte influência hormonal.

Antigamente, ele era muito associado à gestação e chamado de cloasma gravídico.

Hoje, sabemos que fatores como gravidez, anticoncepcionais, exposição solar, calor, luz visível e até o estresse podem desencadear ou agravar o quadro.

A luz visível, emitida principalmente pela luz solar, mas também presente em telas e lâmpadas, pode contribuir para o agravamento das manchas.

Embora apareça com maior frequência no rosto, o melasma também pode surgir em regiões como colo e braços.

Melasma não é apenas uma mancha

O entendimento sobre a doença evoluiu nos últimos anos.

Hoje, sabemos que o melasma não envolve apenas excesso de melanina: ele também é considerado uma doença inflamatória.

Pacientes com maior atividade inflamatória podem apresentar maior predisposição ao agravamento do quadro.

O sol continua sendo o principal vilão

A radiação ultravioleta segue como o principal fator desencadeante. Por isso, a fotoproteção é considerada a base do tratamento.

O erro mais comum é a não aplicação ou a aplicação incorreta do protetor solar. Muitas pessoas acreditam que ele só é necessário na praia, mas o uso precisa ser diário.

Além da exposição solar, ambientes muito quentes também podem piorar o quadro. Entrar em um carro muito quente, por exemplo, pode favorecer o escurecimento das manchas. O calor é um fator importante.

Existe cura para o melasma?

O tratamento exige disciplina e constância.

O melasma tem controle, mas não falamos em cura definitiva. Mesmo quando ele está totalmente controlado, se o paciente abandonar os cuidados, as manchas podem voltar.

A abordagem terapêutica inclui quatro pilares principais:

  • uso diário de protetor solar;
  • cremes clareadores;
  • medicamentos orais;
  • procedimentos dermatológicos realizados em consultório.

Hoje, existem antioxidantes e medicamentos que ajudam tanto na proteção contra os danos solares quanto no controle da inflamação, além de tratamentos que atuam também na vascularização do melasma, já que essa é uma doença inflamatória.

Persistência faz diferença no resultado

O tempo de resposta ao tratamento varia de paciente para paciente. Algumas pessoas conseguem controlar o melasma em poucos meses, enquanto outras podem levar mais de um ano.

O mais importante é manter a persistência e nunca abandonar a proteção solar. A chave está na continuidade dos cuidados.

Eu costumo brincar que a gente domestica o melasma. Com os cuidados corretos e acompanhamento adequado, é possível manter a pele bonita e o quadro controlado por muitos anos.

Sobre a especialista

Patrícia Dalboni é médica dermatologista, com mais de três décadas de experiência na prática clínica. Iniciou sua trajetória como cirurgiã pediátrica, área na qual atuou por 16 anos, e há 18 anos dedica-se integralmente à dermatologia.

  • CRM: 5256717-1/RJ
  • RQE: 41772
Fonte: SaúdeLAB
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